Em um ato em memória de Moïse Kabagambe, jovem congolês assassinado brutalmente no Rio de Janeiro em 2022, seus restos mortais foram exumados e preservados na última sexta-feira (24), data que marca três anos do trágico crime.
A iniciativa, articulada pela deputada Dani Monteiro, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj, em parceria com órgãos públicos e instituições, garantiu que a família pudesse realizar os rituais culturais e religiosos de acordo com suas crenças.
A exumação, realizada gratuitamente pela Rio Pax, em parceria com a Secretaria Municipal de Conservação do Rio, representou uma vitória para a família de Moïse e para a luta contra o racismo e a xenofobia. A preservação dos restos mortais evita que o corpo fosse destinado ao ossário público, assegurando o direito da família de dar um sepultamento digno a seu ente querido.
O caso de Moïse, que chocou o Brasil, tornou-se um símbolo da luta contra a violência racial e social. O jovem refugiado foi espancado até a morte em um quiosque na Barra da Tijuca, vítima de um crime bárbaro que expôs a vulnerabilidade enfrentada por migrantes e refugiados no país.
Como símbolo da luta contra o racismo, Moïse recebeu, post mortem, a maior honraria da Alerj, a Medalha Tiradentes. A homenagem foi entregue pela deputada Dani Monteiro à família do congolês.





