Trenzinho da Fiocruz volta a circular depois de 4 anos e inclui novo circuito para apresentar instituição a visitantes

Quem vê o campus de fora acha que a Fiocruz é exclusivamente o Castelo; novo circuito dará aos visitantes uma ideia da variedade e da riqueza da instituição

Após quase quatro anos de ausência, o famoso Trenzinho da Ciência voltou a circular no Museu da Vida Fiocruz, localizado em Manguinhos, no Rio de Janeiro. O novo modelo, agora elétrico, possui teto panorâmico e design sustentável, pensado para preservar as edificações históricas do campus. Atualmente, o trenzinho está em fase de testes, mas já pode ser utilizado pelos visitantes.

Produzida em Portugal, a nova locomotiva substitui a antiga, que era movida a diesel e considerada ultrapassada. Ana Carolina Gonzalez, chefe do Museu da Vida, enfatizou o esforço envolvido no retorno do veículo: “Foi uma operação de grande porte para tornar possível nosso desejo de trazer o trenzinho de volta. Temos muito orgulho de reintegrar esse símbolo de forma sustentável, sem prejudicar o meio ambiente, em alinhamento com o compromisso ambiental da Fiocruz.”

O trenzinho não apenas retomou seu trajeto tradicional, conectando pontos icônicos como o Castelo e o Borboletário, mas também contará com novas rotas que estão sendo planejadas. O objetivo é expandir as atividades culturais e educativas no campus, proporcionando uma experiência ainda mais rica aos visitantes.

— Quem vê o campus de fora acha que a Fiocruz é exclusivamente o Castelo. Com o Trenzinho da Ciência, vamos fazer um novo circuito para que os nossos visitantes tenham uma ideia da variedade e da riqueza do que a nossa instituição faz. Vamos mostrar os diferentes prédios e o que eles significam: a unidade de produção de vacina, a escola, o hospital criado durante a pandemia de Covid-19. O trenzinho é um veículo real e simbólico para abrir cada vez mais a nossa instituição à população — explica Ana Carolina.

O retorno do trenzinho também resgata a relação histórica da Fiocruz com a ferrovia. No início do século passado, foi em um trem que Oswaldo Cruz conheceu Luiz Moraes Júnior, arquiteto responsável pelo projeto do Castelo, hoje símbolo da instituição.

O trenzinho funciona das 9h às 16h30, acompanhando o horário de funcionamento do Museu da Vida Fiocruz. As saídas são feitas no Centro de Recepção, aonde os visitantes chegam e são encaminhados aos espaços espalhados pelo campus da Fundação, incluindo o Castelo.

Com informações de O Globo.

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