Tremor de 2.0 na Escala Richter é registrado em São Gonçalo

Abalo sísmico, considerado de baixa magnitude, foi registrado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) ontem (11) e analisado pelo Centro de Sismologia da USP.

O município de São Gonçalo registrou um tremor de terra na tarde desta terça-feira (11). O abalo sísmico, que atingiu a magnitude de 2,0 na Escala Richter, foi detectado pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo especialistas, tremores dessa magnitude são relativamente comuns no Brasil e, geralmente, resultam de pressões geológicas que provocam o deslocamento de pequenas fraturas na crosta terrestre.

“Embora pequenos sismos como esse não representem risco para a população, seu monitoramento é fundamental para compreendermos a dinâmica geológica da região”, afirmou um pesquisador da USP.

Embora a Escala Richter seja amplamente conhecida, sua utilização está em declínio, sendo substituída por outras métricas mais precisas, principalmente para eventos de maior magnitude. Entretanto, para pequenos abalos, ela ainda é utilizada por instituições de monitoramento.

O fenômeno registrado em São Gonçalo não foi um caso isolado. Somente em fevereiro, outros dois tremores foram detectados no país. No dia 1º, um abalo de magnitude 4,5 foi registrado em Poconé, no estado de Mato Grosso, sendo classificado como de intensidade média. Já no dia 23, a cidade de Arapiraca, em Alagoas, sentiu um tremor de 2,3 na escala, conforme informação do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Apesar da frequência desses eventos no território nacional, o Brasil é considerado uma região de baixa atividade sísmica, sem registros de terremotos de grande magnitude que possam representar risco à população.

Como a magnitude dos tremores é medida?

A magnitude de um terremoto reflete a quantidade de energia liberada no evento sísmico. De acordo com a universidade americana Michigan Tech, os impactos variam conforme a intensidade:

  • Até 2,5: Normalmente não é sentido pela população, mas os sismógrafos conseguem detectá-lo.
  • De 2,5 a 5,4: Pode ser percebido, mas dificilmente causa danos.
  • De 5,5 a 6,0: Pode gerar danos a construções e outras estruturas.
  • De 6,1 a 6,9: Causa destruições significativas em áreas densamente povoadas.
  • De 7,0 a 7,9: Provoca grandes estragos, incluindo colapsos de edificações.
  • Acima de 8,0: É um terremoto de extrema gravidade, capaz de devastar regiões inteiras.

Com informações do G1

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