O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira a intimação do general Gustavo Dutra, ex-comandante militar do Planalto, para prestar depoimento como testemunha de defesa na próxima segunda-feira na ação penal que investiga a trama golpista contra o governo eleito. A decisão foi tomada após Dutra não comparecer ao primeiro depoimento, marcado para a quarta-feira anterior.
O general foi indicado como testemunha de defesa pelo ex-ministro Anderson Torres, réu na mesma ação. O advogado Raphael Menezes, responsável pela defesa de Torres, solicitou a intimação, alegando que não conseguiu convencer Dutra a comparecer voluntariamente.
Durante o pedido, o ministro Moraes questionou a relevância do depoimento, e Menezes explicou que a intenção é obter esclarecimentos sobre o acampamento golpista montado em frente ao Quartel-General do Exército entre o final de 2022 e o início de 2023.
O Comando Militar do Planalto é uma unidade do Exército responsável pela área que compreende o Distrito Federal, o estado de Goiás e partes de Minas Gerais e Tocantins. Gustavo Dutra exercia o comando durante os atos golpistas ocorridos em 8 de janeiro de 2023.
A intimação reforça a busca do STF por depoimentos que possam esclarecer o papel das forças armadas e seus comandantes nos eventos que marcaram as tentativas de subversão da ordem democrática no país.





