Traficantes suspeitos de triplo homicídio de médicos eram investigados por execuções em guerra contra milícia

Dois dos quatro traficantes suspeitos pelo triplo homicídio de médicos na Barra da Tijuca, semana passada, eram investigados por já terem participado de outras execuções na guerra com a milícia na mesma região. Esses dois traficantes – Philipp Motta Pereira, o Lesk, e Ryan Soares de Almeid – foram assassinados, e os corpos deles apareceram…

Dois dos quatro traficantes suspeitos pelo triplo homicídio de médicos na Barra da Tijuca, semana passada, eram investigados por já terem participado de outras execuções na guerra com a milícia na mesma região. Esses dois traficantes – Philipp Motta Pereira, o Lesk, e Ryan Soares de Almeid – foram assassinados, e os corpos deles apareceram em dois carros, cerca de 12 horas após as mortes dos médicos. A Polícia Civil acredita que eles foram mortos por ordem dos chefes do crime organizado, irritados com a repercussão dos assassinatos dos médicos, que teriam sido executados por engano.

Contra Lesk e Ryan haviam mandados de prisão por crimes cometidos na Rua Araticum, que ficou conhecida como Rua da Morte e tem sido palco da disputa territorial entre duas facções criminosas desde o ano passado.

Lesk e Ryan seriam integrantes da chamada Equipe Sombra, responsável justamente por ataques a tiros contra rivais para retomada desses espaços. Em fotos publicadas nas redes sociais, Lesk chegou até a aparecer com uma camisa com o número 121, referente ao artigo em que está previsto o crime de homicídio no Código Penal. Na roupa, também está a inscrição BMW, apelido de Juan Breno Malta, outro membro da quadrilha.

Encontrado no porta-malas de um Toyota Yaris na Avenida Tenente-Coronel Muniz de Aragão, na Gardênia Azul, Lesk era réu por dois homicídios qualificados. A vítima mais recente, na noite de 14 de fevereiro, foi o pedreiro Erinaldo Gomes da Silva, de 51 anos. De acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), ele seria apontado pela quadrilha de traficantes como um informante de milicianos.

Lesk respondia ainda a um processo por tráfico, na 35ª Vara Criminal da capital. Segundo as investigações da 39ª DP (Pavuna), ele atuava como “matuto”, transportando grande quantidade de maconha de outros estados para o Rio.

Já Ryan teria entrado para o tráfico em uma favela de Cabo Frio, há cerca de dois anos. Lá, o rapaz chegou a ser preso em flagrante por policiais militares com drogas. Ao ser solto, teria passado a participar de ataques contra milicianos na Araticum.

Em 2023, Ryan chegou a ser preso novamente por PMs do 18º BPM (Jacarepaguá), durante uma operação na Gardênia Azul. Levado para a 32ª DP (Taquara), ele conseguiu fugir quando sua algema foi retirada, antes de prestar depoimento.

Como o GLOBO revelou em abril, a Araticum registrou 17 homicídios da guerra entre criminosos rivais em 46 dias. Apenas em 8 de março, foram oito vítimas. A localização da via seria estratégica para os traficantes, pela proximidade com Rio das Pedras, berço da milícia e uma das maiores favelas do Rio.

Com informações de O Globo

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