O traficante Avelino Gonçalves de Lima, conhecido como Alvinho, de 54 anos, chefe da facção criminosa Povo de Israel, morreu na quinta-feira passada (22), vítima de um câncer em estágio avançado. Condenado a 46 anos de prisão por homicídio, roubo e estupro, ele estava internado no Hospital Clínica Grajaú, Zona Norte do Rio, e foi sepultado no dia seguinte, no Cemitério de Irajá.
Segundo a defesa, o diagnóstico da doença — já com metástase no fígado, pulmões e intestino — foi confirmado no início do ano. Os advogados disseram ter solicitado a prisão domiciliar ou internação hospitalar para tratamento, todos negados sob a justificativa de que o sistema prisional possuía estrutura suficiente para prestar o atendimento necessário.
Alvinho tinha nove passagens pela polícia
Preso pela primeira vez em 1999, Alvinho acumulava nove anotações criminais e respondia a 13 processos disciplinares. Em 2007, recebeu autorização para Visita Periódica Familiar (VPF), mas não retornou à prisão, sendo recapturado dois anos depois. Em 2023, chegou a ser transferido para o sistema penitenciário federal, mas foi devolvido ao Rio de Janeiro em agosto do mesmo ano, sendo encaminhado à Cadeia Pública José Antônio de Costa Barros, em Gericinó.
Além das condenações já cumpridas, Alvinho era apontado como mandante de uma rebelião em 2018 que resultou na morte de um detento e era investigado por envolvimento na morte de dois presos em 2022.
De acordo com relatos, os assassinatos teriam sido ordenados por ele após a descoberta de um plano dos internos para sequestrar a filha de uma liderança da facção Povo de Israel.






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