Tolerância Zero: Copacabana, Ipanema, Leme e Leblon terão nova fase; saiba detalhes

Programa passa a atuar em ruas de acesso aos quatro bairros, com mais de 1,4 mil agentes envolvidos

A Prefeitura do Rio e o Governo do Estado anunciaram, nesta segunda-feira (3), a ampliação do Programa Tolerância Zero, que passa a atuar também nas ruas do entorno das praias de Copacabana, Ipanema, Leme e Leblon, na Zona Sul da cidade.

A nova etapa do programa começa na quarta-feira (5) e terá como foco o combate a atividades ilegais, a prevenção de furtos e roubos, o ordenamento urbano e a fiscalização de motocicletas utilizadas em situações irregulares.

A operação contará diariamente com 540 agentes de ordem pública, 52 guardas municipais e 843 policiais militares. Entre as vias incluídas estão a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, Avenida Rainha Elizabeth, Rua Prudente de Moraes e Avenida General San Martin.

Segundo a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), as primeiras ações do programa resultaram na apreensão de mercadorias e equipamentos ilegais que representariam um prejuízo superior a R$ 655 mil por mês para responsáveis por atividades irregulares.

Blitzes contra motos e fiscalização de depósitos

Uma das novidades da nova fase será a realização de blitzes diárias para fiscalização de motocicletas nos quatro bairros. As ações serão itinerantes e ocorrerão em horários variados para identificar veículos irregulares e coibir o uso de motos em crimes.

O programa também pretende combater depósitos clandestinos usados para abastecer o comércio ilegal na orla. De acordo com o secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, mais de 22 pontos já foram identificados pelas equipes.

Desde o início da segunda fase da operação, no fim de julho, a prefeitura informou ter apreendido 15 toneladas de equipamentos e 55 quilos de alimentos impróprios para consumo.

Ataques após ações na orla são investigados

Durante o anúncio da ampliação, autoridades de segurança citaram episódios recentes de violência na região, como o tumulto registrado no Arpoador, em 21 de julho, e o incêndio de um veículo da Seop na Praça Serzedelo Corrêa, em Copacabana, no dia 23.

A Polícia Civil investiga o ataque e já prendeu dois suspeitos. Segundo as investigações, o grupo teria sido recrutado para incendiar o veículo como reação às ações de fiscalização realizadas na orla.

“Esses criminosos saíram da comunidade Pavão-Pavãozinho com o objetivo de destruir e incendiar a viatura da prefeitura. As delegacias da Zona Sul estão atentas para diferenciar manifestações legítimas de práticas criminosas”, disse o secretário de Polícia Civil, Delmir Gouvêa.

O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, afirmou que as forças de segurança seguem trabalhando para localizar outros envolvidos.

O prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que o comércio ilegal na orla possui uma estrutura organizada e movimenta recursos para grupos criminosos. “Os presos confessaram que foram recrutados para executar essa ação e receberam dinheiro para incendiar a viatura. Ou seja, saíram da comunidade já com essa missão”, disse.

O prefeito Eduardo Cavaliere destacou que esses grupos estão organizados na orla. “Não se trata apenas de um vendedor ambulante ou de uma ação isolada. Existe escala, padronização e uma logística de distribuição”, declarou.

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