Todos os vereadores do PSDB em São Paulo abandonam a legenda e partido fica sem representante na Câmara Municipal

Entre as razões estão a instabilidade na legenda, ausência de definição quanto à chapa de vereadores e a resistência em apoiar a reeleição do prefeito Ricardo Nunes

Todos os oito integrantes da bancada do PSDB na Câmara Municipal de São Paulo pediram desvinculação do partido, marcando um novo capítulo na crise sem precedentes que assola a legenda na cidade que é sua origem.

Os tucanos deverão ficar sem representação no Legislativo paulistano após o encerramento do prazo de filiações, em 5 de abril.

Até o momento, já deixaram o partido Aurélio Nomura (para o PSD), Rute Costa (PL), Sandra Santana (MDB) e Beto Social (Podemos). Gilson Barreto, Fábio Riva e João Jorge têm previsão de ingressar no MDB na próxima semana. Xexéu Tripoli também aderiu à saída, mas ainda não definiu seu destino.

Entre as razões citadas pelos vereadores estão a crônica instabilidade na legenda, a ausência de definição quanto à chapa de vereadores e, principalmente, a resistência em apoiar a reeleição do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Na última sexta-feira (22), a Executiva Municipal descartou uma coligação com Nunes e colocou em pauta as opções de candidatura própria ou apoio a outro candidato (na prática, seria Tabata Amaral, do PSB).

“O partido está perdido em São Paulo”, afirmou João Jorge. Para Tripoli, o PSDB “carece de organização, falta-lhe uma chapa e não há diálogo”.

Questionado, o presidente municipal do PSDB, José Aníbal, minimizou as saídas. “Em 2008, todos os vereadores do partido, exceto um, Tião Faria, apoiaram Gilberto Kassab para prefeito em vez de Geraldo Alckmin. E o partido seguiu em frente. Agora, a história se repete”, declarou.

Com informações da Folha de S. Paulo.

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