A Câmara dos Deputados lançou nesta quarta-feira (14) a Frente Parlamentar em Defesa das Favelas e Respeito à Cidadania dos seus Moradores. O objetivo é construir políticas públicas voltadas para saúde, segurança, urbanização, cidadania e qualidade de vida dos moradores.
A frente parlamentar conta com 201 membros, de partidos da base e da oposição. O PT é o partido com mais parlamentares membros, são 65. O PL, maior partido da Câmara, conta com 14. Um dos criadores da frente é o deputado Federal Washington Quaquá (PT-RJ), líder da bancada federal fluminense do PT.
A cerimônia contou com a presença de ministros do governo, como Ana Moser (Esporte), Anielle Franco (Igualdade Racial), Silvio Almeida (Direitos Humanos), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Sônia Guajajara (Povos Indígenas), Margareth Menezes (Cultura), Simone Tebet (Planejamento), Daniela Carneiro (Turismo) e Márcio Macedo (CGU). O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), também compareceu.
Movimentos da sociedade civil, como a Central Única das Favelas (Cufa) e a Frente Nacional Antirracista, participaram da articulação para a criação da frente parlamentar e ficaram com a missão de buscar parcerias com iniciativa privada.
O deputado Washington Quaquá (PT-RJ), que articulou a criação da frente parlamentar na Câmara, afirmou que a proposta do grupo é integrar os poderes para desenvolver políticas públicas para as favelas brasileiras.
“Ela não é só uma frente do Congresso Nacional, por isso, a importância da presença do Supremo, dos ministros do governo, do presidente Lula, dos deputados. Nós queremos transformar essa frente em uma irradiadora de políticas públicas e de pautas pra favela. A gente tem que transformar a senzala em casa grande”, afirmou Quaquá.
Durante a cerimônia de posse, o presidente da Cufa, Preto Zezé, reafirmou que a ideia da frente é aproximar o poder público das pessoas que vivem nas favelas brasileiras.
“Nas favelas, o estado brasileiro é inexistente. E o que existe, ainda é muito precarizado. Então, a gente vai ter que melhorar as políticas públicas e a presença do estado brasileiro nas favelas”, disse Zezé.
Ele ainda anunciou a ministra Simone Tebet e o ministro Sílvio Almeida como embaixadores da frente parlamentar.
A ministra da Igualdade Racial, Aniele Franco, afirmou que políticas públicas só são feitas ouvindo diretamente a população envolvida, porque só eles sabem o que se passa em seu dia a dia.





