Terceiro suspeito de participar da execução de advogado no Centro do Rio se entrega à polícia

O cabo da PM Leandro Machado da Silva já havia se apresentado à Delegacia de Homicídio pela manhã

Eduardo Sobreira Moraes, de 47 anos, suspeito de monitorar o advogado Rodrigo Crespo antes de sua execução no dia 26 de fevereiro no Centro do Rio, se entregou à polícia na tarde desta terça-feira (5). O cabo da PM Leandro Machado da Silva, 39 anos, também considerado foragido pelo crime, já havia se apresentado à Delegacia de Homicídio pela manhã.  Ele chegou em um carro, que parou em frente à especializada, de camiseta azul e mochila, acompanhado de seu advogado. 

No início da manhã, a Polícia Civil prendeu Cezar Daniel Mondego de Souza, suspeito de ter ajudado Eduardo no monitoramento da vítima.

Segundo a investigação, Leandro foi responsável por coordenar toda a logística do crime, incluindo a entrega dos carros usados ​​para monitoramento e execução. Ele já respondeu por outros crimes, como homicídio e integração a grupo paramilitar.

Eduardo Sobreira Moraes, ainda foragido, era responsável pela vigilância da vítima.

A defesa de Vinícius Pereira Drumond, vice-presidente da Imperatriz Leopoldinense e filho do falecido contraventor Luizinho Drumond, nega qualquer ligação com o crime. Afirmam que “jamais” teve qualquer vínculo com o advogado Rodrigo e que Drumond está à disposição para colaborar com a investigação.

A investigação busca identificar a motivação do crime e a participação de outros envolvidos.

De acordo com as investigações da DHC, pelo menos dois carros, ambos do modelo Gol de cor branca, participaram da emboscada contra o advogado. Um dos veículos foi apreendido no município de Maricá, na Região dos Lagos, no último sábado.

Ainda conforme a Polícia Civil, no dia do crime, Rodrigo saiu de casa, na Rua Fonte da Saudade, na Lagoa, Zona Sul do Rio, de manhã, e foi para o Centro da cidade num carro de aplicativo. Ele, afirma a investigação, era seguido pelo Gol dirigido por Eduardo. O advogado chegou a seu destino às 11h11, segundo a polícia.

O Gol branco permaneceu parado na Avenida Marechal Câmara até 14h27, horário em que foi substituído pelo outro carro, onde estava o assassino. O segundo veículo ficou no local até o momento do crime, por volta das 17h15. Graças à rota de fuga usada pelos criminosos, a polícia começou a reunir pistas do crime.

Com informações de O Globo.

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