Violência em São Paulo! Avenida é liberada depois de manifestação em Paraisópolis, por morte de rapaz no sábado à noite (vídeos)

Moradores protestam na Zona Sul , ateiam fogo em objetos; e usam ônibus para interditar o trânsito

Um protesto interditou por três horas, na noite desta segunda-feira (12), a Avenida Hebe Camargo, na altura da Rua Dr. Laerte Setúbal, em Paraisópolis, Zona Sul de São Paulo. A manifestação, motivada pela morte de um jovem na região, reuniu moradores que bloquearam os dois sentidos da via e atearam fogo em objetos no meio da pista. A informação é do portal G1 e da Folha de São Paulo, com vídeos do Brasil Urgente..

De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o trânsito foi totalmente interrompido no trecho. A situação causou reflexos em vias adjacentes, como a Avenida Giovanni Gronchi, também parcialmente obstruída pelos manifestantes.

A CET diz que estão ocupados os dois sentidos da Avenida Hebe Camargo com a Rua Dr Laerte Setúbal. “Manifestantes atearam fogo a objetos na via. Informações preliminares apontam que o motivo seria a morte de um rapaz na região”, diz o comunicado.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou, em nota, que a Polícia Militar acompanha o protesto desde o início da tarde e monitora a evolução da manifestação. O Batalhão de Choque foi mobilizado, e um helicóptero da corporação sobrevoa a região.

O motivo da manifestação não foi informado oficialmente, mas houve uma ação da polícia na região na noite de domingo (11) na comunidade e segundo informações de moradores houve a morte de um rapaz de 19 anos,. Mais cedo, nesta segunda, ocorreu uma operação policial para apreensão de drogas em Paraisópolis.

Sobre o caso do jovem morto, a SSP afirma em nota que as polícias Civil e Militar investigam a morte de um rapaz de 19 anos, ocorrida na noite do último sábado (10), na rua Ernest Renan, em Paraisópolis.

Na ocasião, diz a pasta da segurança pública, policiais militares faziam patrulhamento e flagraram um grupo traficando drogas. “Ao se aproximarem para iniciar o procedimento de abordagem, eles fugiram. Porém, um deles resistiu e houve intervenção da equipe.”

O jovem, conforme a SSP, foi socorrido ao Hospital Campo Limpo, onde morreu. “Com ele foram apreendidas drogas, dinheiro, celulares, faca, mochilas e cadernos de contabilidade do tráfico”, afirma.

“Todo material, além das armas dos PMs foram encaminhadas à perícia. O caso segue sob investigação pelo DHPP [Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa].”

O policiamento, diz, seguirá intensificado na região de Paraisópolis.

Ainda segundo a SSP, uma viatura blindada da Polícia Militar foi atingida por disparos. Não houve registro de feridos. “As vias foram desobstruídas e a tropa permanece no local para garantir a manutenção da ordem.”

Não há, até o momento, informações oficiais sobre a identidade do rapaz cuja morte motivou o protesto, nem detalhes sobre as circunstâncias do ocorrido. A reportagem segue em apuração.

Em entrevista ao programa Brasil Urgente, da Band, o capitão Simões, da Polícia Militar, disse que primeiro um ônibus foi atacado e o motorista teve que cruzar o coletivo na Giovanni Gronchi, travando o trânsito. Passageiros tiveram de descer do veículo. Também houve bloqueio na avenida Hebe Camargo, que fica próxima.

Manifestantes tentaram atear fogo no ônibus, mas não conseguiram por causa da chegada da polícia. Não há informações de feridos.

Na sequência, barricadas com fogo foram armadas em outros pontos da favela. O Corpo de Bombeiros chegou à comunidade por volta das 19h, com a chegada da polícia.

Houve relatos de estampidos, mas o oficial disse que não era possível afirmar se eram disparados de arma de fogo ou rojões. “Esse é um lugar perigoso. No ano passado foram apreendidos mais de 20 fuzis”, afirmou.

O Batalhão de Choque foi chamado e um helicóptero Águia, da Polícia Militar, acompanhava a manifestação do alto.

Imagens da TV mostraram correria com o avanço de policiais militares pelas ruas onde havia manifestação.

Uma moradora da Giovanni Gronchi disse na rede social X que ninguém entrava ou saia de casa na avenida. Ela relatou ter ouvido tiros de fuzil.

A TV Globo informou no Jornal Nacional que 8 ônibus estão sendo usado como barricadas para interditar o trânsito na região,

A manifestação ocorreu em um contexto de tensão recorrente entre moradores da comunidade e as forças de segurança, o que tem gerado cobranças por apuração transparente e diálogo com a população local.

Veja os vídeos do Brasil Alerta:

(Esta reportagem está em atualização)

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