Tarcísio de Freitas procura Bolsonaro às vésperas do 7 de setembro e ante o crescimento da campanha de Pablo Marçal em SP

Sete de Setembro terá como foco principal pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), se reuniu com Jair Bolsonaro na sede do PL em Brasília nesta quarta-feira (4). O encontro ocorreu às vésperas dos atos planejados pela oposição para o Sete de Setembro, que terão como foco principal o pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A reunião também se deu em um contexto político em que Pablo Marçal (PRTB), ex-coach e candidato à prefeitura de São Paulo, está se aproximando de Bolsonaro, surgindo como ameaça crescente à campanha de reeleição do atual prefeito Ricardo Nunes (MDB), apoiado por Tarcísio.

Na propaganda eleitoral desta quarta-feira, Nunes contou com a presença de Tarcísio, que afirmou que o prefeito é o único capaz de derrotar Guilherme Boulos (Psol) em um possível segundo turno. “O Pablo é a porta de entrada para o Boulos”, declarou o governador no vídeo.

Apesar da aproximação de Marçal com Bolsonaro, aliados do ex-presidente descartam a possibilidade de ele se envolver profundamente na campanha do ex-coach em detrimento de Nunes. Membros do PL garantem que o atual prefeito de São Paulo tem o apoio irrestrito do partido.

Líder nas pesquisas entre os eleitores bolsonaristas da cidade, Pablo Marçal deverá participar do ato convocado por Bolsonaro no Sete de Setembro, onde dividirá o palanque com Nunes. No entanto, Marçal mantém mistério sobre sua posição em relação ao principal tema da manifestação: a pressão pelo impeachment do ministro Alexandre de Moraes no Senado, evitando um posicionamento claro sobre o assunto.

Publicamente, o candidato justifica a sua postura afirmando que não ganha nada mirando em Moraes e adotando a retórica bolsonarista contra a Justiça no momento em que tenta assumir o comando da cidade.

A campanha já admite nos bastidores que ele deve enfrentar uma batalha eleitoral e outra jurídica para manter sua candidatura. Nesse sentido, evitar animosidade pode contar pontos.

Marçal é alvo de 32 representações no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) desde o dia 6 de agosto, incluindo ações referentes a abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação que podem levar à cassação do seu registro.

Com informações de O Globo.  

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