Dayson dos Santos Nascimento, que admitiu à Polícia Civil ter pilotado moto usada para matar a tiros a grávida Letycia Peixoto Fonseca há uma semana, em Campos dos Goytacazes, disse em depoimento à 134ª DP (Campos), obtido pelo Globo, que o crime aconteceria um dia antes, na quarta-feira, dia 1º.
No entanto, problemas com a corrente do veículo fizeram com que a “fita” — gíria usada por ele para definir o serviço para o qual foi contratado — fosse adiada. Em vídeo anexado ao inquérito, o piloto admite que aguardava a chegada do carro da vítima, mas imaginou que seria um assalto, não um homicídio.
Em depoimento prestado dois dias depois do crime, no último dia 4, na 134ª DP (Campos) Dayson conta que foi contratado por um homem identificado como Gabriel, de apelido Polar, que avisou que “um menino dele” passaria para buscá-lo na BR-101, na altura da Igreja Universal de Ururaí, em Campos.
No dia 1º, um dia antes do crime, a corrente da moto soltou durante o deslocamento e o serviço precisou ser cancelado, segundo Dayson.
Em casa, Dayson teria recebido uma mensagem de Gabriel, que dizia “não era pra ser hoje mesmo não”, e marcaram para o dia seguinte. Esse trecho do depoimento não foi registrado no vídeo anexado ao inquérito.
As investigações apontam que Gabriel Machado Leite é o intermediário, responsável por fazer a ponte entre o mandante e os executores. Além dele e Dayson, também são investigados João Gabriel Ferreira Tavares, apontado como proprietário do veículo; Diogo Viola de Nadai, companheiro da vítima e o possível mandante do crime; além de Fabiano Conceição Silva, o garupa da moto, que teria atirado em Letycia. Os cinco estão presos.
Com o endereço e os dados do carro de Letycia, Dayson afirma ter pilotado até a rua onde o crime foi cometido, mas que teria ficado “desesperado”, já que “não sabia que a ‘fita’ era matar a menina”:
— Ele (Gabriel) ligou para o menor, falou que já estava a caminho o que a gente ia fazer. Eu fui pilotando. A placa do carro ele já tinha dado tudo certinho, desde então eu estava pensando que a gente ia assaltar o carro. Nisso cheguei, parei do lado do carro, pensei que ele ia assaltar: nisso que eu parei, ele entrou atirando. Fiquei nervoso — contou Dayson em depoimento, quando também afirmou que o serviço foi feito por R$ 5 mil.
Depois de receber o valor, entregue no mesmo dia do crime por um carro de aplicativo que Dayson não soube informar dados, o piloto da moto fugiu para a cidade de Macaé, a 100 quilômetros de Campos, por medo de reações do tráfico próximo de sua casa. Dayson decidiu se entregar após se arrepender, no último sábado.
As informações são do Globo online.
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