Um homem suspeito de matar um cão comunitário em Barra do Piraí, no Sul Fluminense, foi preso nesta quarta-feira (4). Ele permanece à disposição da Justiça. O crime aconteceu na noite de terça-feira (3), na Praça Nilo Peçanha, no Centro da cidade. Segundo a Polícia Civil, o homem foi autuado por maus-tratos contra animal com resultado morte.
De acordo com a Secretaria Municipal do Bem-Estar Animal, o suspeito chegou a ser conduzido à 88ª DP (Barra do Piraí) ainda na terça-feira, mas foi liberado inicialmente por falta de provas. Após investigações e análise de imagens de câmeras de monitoramento da Guarda Municipal, ele foi novamente encaminhado à delegacia e teve a prisão decretada.
As câmeras de segurança registraram o momento do crime. Uma testemunha também já prestou depoimento e o caso segue sob investigação.
Este é o terceiro caso de maus-tratos com morte de animal registrado em Barra do Piraí em um intervalo de 10 dias, o que acendeu um alerta nas autoridades municipais.
Prefeita fala em “tolerância zero”
A prefeita Katia Miki (Solidariedade) afirmou que, assim que soube do caso, acionou a Guarda Municipal, a Secretaria do Bem-Estar Animal, a Comissão da Câmara Municipal e o delegado da 88ª DP para identificar e responsabilizar o autor.
“Não iremos permitir, em nossa cidade, atos tão cruéis como esse. Maus-tratos aos animais é crime, e nós vamos combater, doa a quem doer”, declarou a prefeita, reforçando que denúncias podem ser feitas pelo telefone 190.
“É o terceiro animal morto em Barra do Piraí em 10 dias. Não podemos aceitar isso. Faço um apelo à população para que denuncie e deponha contra esses casos à Polícia Civil. O anonimato é garantido. Filmagens, narrações, qualquer forma de denúncia é válida”, afirmou a secretária do Bem-Estar Animal, Luciene Maria.
Lei prevê até cinco anos de prisão
Maus-tratos a animais é crime no Brasil, conforme a Lei nº 9.605/1998, conhecida como Lei de Crimes Ambientais. Quando há morte do animal, a pena pode chegar a cinco anos de reclusão, além de multa e proibição da guarda.
O comandante da Guarda Municipal, Alessandro Damázio, ressaltou que o sistema de monitoramento foi essencial para a identificação do suspeito. A Secretaria do Bem-Estar Animal informou que seguirá acompanhando o processo até a conclusão das investigações.






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