STF autoriza transferência de Vorcaro para presídio federal em Brasília

Decisão atendeu a pedido da Polícia Federal, que apontou riscos à integridade física do investigado e à segurança pública

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quinta-feira (5) que o banqueiro Daniel Vorcaro seja transferido para a Penitenciária Federal de Brasília. A decisão atende a um pedido apresentado pela Polícia Federal.

Ao solicitar a transferência, a PF afirmou que a medida é necessária para preservar a integridade física do investigado. Os agentes também apontaram preocupações relacionadas à segurança pública caso ele continuasse custodiado em um presídio estadual de São Paulo.

De acordo com o documento citado na decisão, as investigações indicam que Vorcaro teria capacidade relevante de articulação e influência sobre diferentes agentes ligados ao poder público e também ao setor privado, o que poderia gerar riscos com a permanência dele em uma unidade prisional comum.

Antes da determinação do STF, o banqueiro havia sido encaminhado para a Penitenciária de Potim, no interior paulista. Na chegada, ele passaria por um período de isolamento de dez dias, procedimento padrão aplicado a novos detentos.

Com a decisão, o ministro determinou que a Polícia Federal organize, junto à administração do presídio, os detalhes da transferência. A expectativa é que o deslocamento para Brasília seja realizado já nesta sexta-feira (6).

Investigação e prisão

Daniel Vorcaro foi preso na quarta-feira (4) por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). A prisão preventiva ocorreu no âmbito da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades na gestão do Banco Master.

Antes da nova prisão, o empresário já cumpria medidas cautelares em São Paulo, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.

As investigações apuram um esquema que teria provocado um prejuízo estimado em quase R$ 40 bilhões no mercado financeiro.

Vorcaro é investigado por crimes como ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de sistemas, incluindo supostos acessos indevidos a bases da Polícia Federal e de órgãos internacionais, como FBI e Interpol.

A defesa do banqueiro nega as acusações e afirma que ele não tentou interferir ou obstruir o andamento das investigações.

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