Sobrinha que levou cadáver do Tio Paulo a banco tentou suicídio em clínica, revela laudo

Internada com quadro de depressão e ideação suicida, Érika de Souza Vieira tentou se enforcar com lençol

Ré em um dos casos mais controversos dos últimos anos no Rio de Janeiro, Érika de Souza Vieira Nunes — acusada de levar o tio morto, Paulo Roberto Braga, a uma agência bancária para tentar sacar R$ 17 mil — tentou se suicidar durante internação em uma clínica psiquiátrica na Zona Oeste da cidade. A informação consta em um atestado médico obtido pelo O São Gonçalo, que trouxe novos desdobramentos ao chamado “caso Tio Paulo”.

Segundo o documento, durante o período de internação, ocorrido no fim de março deste ano, Érika tentou se enforcar utilizando um lençol da própria cama. A entrada na clínica teria sido motivada por um quadro agudo de ansiedade, depressão e “ideação suicida persistente”, conforme registrado no laudo. O episódio de tentativa de suicídio só chegou ao conhecimento da Justiça após oficiais não conseguirem intimá-la pessoalmente para audiência, já que ela deveria ser ouvida na fase final do processo criminal.

O caso ganhou repercussão nacional em abril de 2024, quando câmeras de segurança registraram Érika empurrando uma cadeira de rodas com o corpo de seu tio, já morto, até o interior de uma agência bancária. Na ocasião, ela tentava movimentar a conta do idoso e realizar um saque de R$ 17 mil, alegando que o homem estava vivo e apenas debilitado. A cena gerou comoção e indignação, e levou à abertura de um inquérito por parte do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Processo ainda em fase de instrução

O processo segue em fase de instrução e julgamento, etapa em que o juiz avalia provas e depoimentos antes de tomar uma decisão sobre a culpabilidade da ré. O MPRJ ainda pretende ouvir o enfermeiro do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que atendeu Paulo Roberto Braga no dia do episódio, antes de definir se solicitará o julgamento formal de Érika ou sua absolvição por possível incapacidade mental.

O desfecho do caso dependerá, entre outros fatores, da avaliação médica sobre a saúde mental da acusada, que poderá ser determinante para uma eventual declaração de inimputabilidade. A defesa de Érika ainda não se manifestou sobre os novos acontecimentos.

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