Enquanto esperava numa longa fila para cumprimentar Cristiano Zanin, ontem, depois da solenidade de posse, a desembargadora federal Simone Schreiber, mencionada como possível sucessora de Rosa Weber no STF, recebeu ruidosos aplausos dos convidados.
Segundo Monica Bérgamo, da Folha, ela deixava o plenário para entrar num corredor abarrotado, e assim que foi vista foi chamada de “ministra” e aclamada pelos presentes que se encontravam mais à frente.
“Não gosto disso, não. Isso não me agrada. Acho chato”, respondeu, em tom descontraído, ao ser perguntada sobre como recebia o tratamento.
A magistrada, porém, concordou de pronto com a tese encampada por juristas de que o presidente Lula (PT) deve indicar uma mulher à corte.
“Acho fundamental. O Supremo não pode ter uma única mulher, tem muitas mulheres bacanas aí. Mas é o presidente Lula quem tem que deliberar. Prevalece o que ele achar”, afirmou.





