O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi preso no Paraguai após tentar deixar o país usando um passaporte e uma carteira de identidade falsificados. Os documentos paraguaios, apresentados no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, estavam em nome de “Julio Eduardo” e não correspondiam aos dados biométricos do passageiro.


Silvinei, ao ser preso nesta sexta-feira no Paraguai

A foto do passaporte falsificado
Segundo o g1, com base em dados da Polícia Paraguaia, as inconsistências foram detectadas durante a checagem migratória de rotina.
Inconsistências nos dados e confissão
De acordo com as autoridades paraguaias, os agentes perceberam que a numeração do passaporte e da identidade, além das impressões digitais registradas nos sistemas oficiais, não batiam com as características físicas de Silvinei Vasques. A divergência levou a uma abordagem mais detalhada ainda na área de imigração do aeroporto.
Confrontado com as informações técnicas, Vasques acabou confessando que os documentos não eram dele. A partir daí, foi detido e encaminhado às autoridades locais, que comunicaram imediatamente o caso ao Brasil.
Fuga planejada após romper tornozeleira
Antes de chegar ao Paraguai, Silvinei Vasques estava em Santa Catarina, onde rompeu a tornozeleira eletrônica que utilizava por ordem judicial. Após o rompimento do equipamento, autoridades brasileiras emitiram alertas para países vizinhos, incluindo Paraguai, Argentina e Colômbia, prevendo uma possível tentativa de fuga internacional.
A investigação aponta que o ex-diretor da PRF pretendia embarcar para El Salvador, utilizando os documentos paraguaios falsificados como forma de driblar o controle migratório e dificultar sua identificação.
Retorno ao Brasil e situação jurídica
A expectativa é que Silvinei Vasques seja expulso do Paraguai e devolvido ao Brasil pela Ponte Internacional da Amizade, entre Ciudad del Este e Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Até o momento, a polícia não divulgou data nem detalhes do procedimento de repatriação.
Vasques já foi condenado em processos ligados à atuação da PRF durante as eleições de 2022. Segundo decisões judiciais, ele integrou um núcleo que teria atuado para monitorar autoridades e dificultar o acesso de eleitores às urnas, sobretudo no Nordeste, além de ter usado a estrutura da corporação para fins políticos, o que resultou em multa superior a R$ 500 mil e outras sanções.
Passagem recente pela prefeitura de São José
Mesmo respondendo a ações na Justiça, Silvinei Vasques chegou a ocupar cargo público em 2025. Em janeiro daquele ano, foi nomeado secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação da Prefeitura de São José, na Grande Florianópolis, pelo prefeito Orvino Coelho de Ávila (PSD).
Ele deixou o posto em dezembro de 2025, no mesmo dia em que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal no processo relacionado à trama golpista.
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