Sete dos oito almirantes da Marinha já estavam no atual posto de comando durante a tentativa de golpe apoiada por Garnier

Sete dos oito almirantes do atual Comando da Marinha já estavam no posto no fim do governo Bolsonaro quando, segundo a delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, o então chefe da Força, o então almirante Almir Garnier, concordou com um plano golpista após as eleições. Na tarde desta quinta-feira (21), o ministro da Defesa, José…

Sete dos oito almirantes do atual Comando da Marinha já estavam no posto no fim do governo Bolsonaro quando, segundo a delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, o então chefe da Força, o então almirante Almir Garnier, concordou com um plano golpista após as eleições.

Na tarde desta quinta-feira (21), o ministro da Defesa, José Múcio, disse que a revelação de Cid “não mexe com ninguém que está ativa”, mas Garnier tinha o respaldo do restante do Almirantado, que incluía o atual comandante da Marinha. As revelações são do colunista Guilherme Amado, do Metrópoles.

Cid afirmou em delação à Polícia Federal que, após ser derrotado nas urnas, Bolsonaro recebeu do assessor Filipe Martins uma minuta de um decreto golpista. Ainda de acordo com Cid, o então comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, concordou com o plano ilegal nos bastidores. O conteúdo do depoimento de Cid foi revelado hoje pelos jornalistas Aguirre Talento e Bela Megale.

Múcio tentou distanciar a cúpula da Força dessa suspeita: “Essas coisas que saíram hoje são em relação ao governo passado, comandantes passados, não mexe com ninguém que está na ativa”, afirmou. Contudo, cerca de 90% da cúpula da Marinha segue a mesma e, portanto, permanece na ativa.

O único almirante promovido por Lula foi Eduardo Machado Vazquez, que é secretário-geral da Marinha. A nomeação foi publicada em abril. Na época, Vazquez foi descrito em reportagens como um militar bolsonarista.

No fim do ano passado, o Comando da Marinha era formado por Garnier, o então comandante; Marcos Sampaio Olsen, o atual comandante; José Augusto Vieira da Cunha de Menezes; Petronio Augusto Siqueira de Aguiar; Wladmilson Borges de Aguiar; Cláudio Henrique Mello de Almeida; Arthur Fernando Bettega Corrêa; e Carlos Chagas Vianna Braga.

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