A cobrança por reajustes salariais voltou ao centro do debate entre servidores estaduais e o governo do Rio. Em reunião realizada nesta terça-feira, a deputada estadual Elika Takimoto (PT) e o ex-deputado Marcelo Freixo se encontraram com lideranças de policiais e bombeiros militares da reserva para discutir a adoção de medidas judiciais contra o Executivo estadual.
O encontro teve como foco a articulação de uma ação conjunta na Justiça para exigir o pagamento da segunda e terceira parcelas de reajuste salarial previstas para o funcionalismo. Segundo os participantes, a recomposição pendente representa um aumento acumulado de 13,05% nos vencimentos, que também alcançaria servidores das áreas de Saúde e Educação.
Cobrança por isonomia
Durante a reunião, representantes das categorias afirmaram que outras esferas do poder público já realizaram os pagamentos. Um dos líderes do movimento, o major Luigi, destacou que Legislativo e Judiciário cumpriram a recomposição e defendeu tratamento equivalente por parte do Executivo. Ele afirmou que a cobrança busca garantir isonomia entre os servidores e o cumprimento da legislação vigente.
Além das parcelas pendentes, as lideranças também pressionam pelo pagamento do Reajuste Geral Anual (RGA), mecanismo que prevê a recomposição salarial com base na inflação. De acordo com os representantes, os valores referentes aos anos de 2023, 2024 e 2025 ainda não foram quitados pelo governo estadual.
Reajuste acumulado
O montante acumulado do RGA, segundo os servidores, corresponde a aproximadamente 14% de reajuste. A ausência desses pagamentos, afirmam, tem gerado perdas salariais ao longo dos últimos anos e intensificado a mobilização das categorias.
A estratégia discutida no encontro inclui a unificação das demandas em uma única ação judicial, envolvendo diferentes segmentos do funcionalismo. A expectativa das lideranças é que a medida pressione o governo a regularizar os pagamentos e avance na recomposição salarial dos servidores estaduais.






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