Estão estremecidas as relações entre o Palácio Guanabara e o Senador Flávio Bolsonaro. A crise atinge também a Associação Comercial do Rio de Janeiro. O mal estar decorre da reviravolta de última hora nos votos para a eleição do Superintendente do Sebrae-RJ, vencida pelo atual titular, Antônio Alvarenga Neto. Por 10 a 5, ele derrotou o deputado Vinicius Farah, candidato apoiado pelo governador Cláudio Castro.
O desfecho do caso trouxe decepção com o comportamento do senador Flávio Bolsonaro, que havia se comprometido a atuar para garantir os votos dos representantes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica para o candidato de Cláudio Castro. À última hora, o filho do presidente “lavou as mãos”, se distanciando da disputa e abrindo caminho para atuação truculenta de Paulo Guedes em favor de Antônio Alvarenga.
O voto de Ângela Maria Machado Costa, da Associação Comercial, também não foi revertido a despeito de tratativas neste sentido.
Em reafirmação de seu estilo personalista, impermeável ao interesse público, Guedes fez com que votos do BB e da Caixa fossem para seu amigo Antônio Alvarenga, desequilibrando a correlação de forças internas e abrindo caminho para a recondução do atual superintendente.
O resultado da eleição foi interpretado pelo círculo de conselheiros mais próximos de Cláudio Castro como libertador. Compromissos políticos de colaboração entre as partes devem ser desfeitos numa readequação ditada pela falta de solidariedade com a posição do Palácio Guanabara.
Indicado pelo ex-titular da pasta Guttenberg Fonseca, com o aval irrestrito de Flávio Bolsonaro, o secretário estadual de esporte, Alessandro Carracena, deve ser exonerado nos próximos dias. Seria um revide político explícito à traição do Governo Federal.
A mudança de postura do senador Flávio Bolsonaro à última hora marca o início de um provável distanciamento entre Cláudio Castro e a família do atual presidente. Há um forte sentimento de desapontamento com o antagonismo declarado de Paulo Guedes e a omissão de Flávio.





