O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela, como esperado, validou a contestada reeleição de Nicolás Maduro, 25 dias após o pleito presidencial de 28 de julho. A corte pediu que os resultados sejam publicados no Diário Oficial, indicando que Maduro obteve cerca de 52% dos votos, mas não mencionou a divulgação das atas eleitorais, agora sob tutela judicial. A decisão, criticada pela oposição e pela comunidade internacional, agrava a crise no país e desafia ainda mais a diplomacia global.
O TSJ defendeu a integridade do processo eleitoral, citando que as atas emitidas coincidem com os dados dos centros de totalização, apesar de ter ocorrido um suposto ataque hacker que atrasou a contagem e impediu a divulgação detalhada dos resultados. O regime acusa opositores de compartilharem atas falsas e ameaçou aplicar sanções, inclusive ao principal candidato da oposição, Edmundo González, que não compareceu a eventos convocados pela corte.
Além disso, o TSJ fez comparações com outros países, como o Brasil, para justificar sua competência no caso, embora a realidade eleitoral venezuelana difira significativamente da brasileira, onde há transparência do processo eleitoral.
Em resposta, González e a líder opositora María Corina Machado declararam que a decisão do Supremo é ilegítima e que o tribunal está extrapolando suas funções ao interferir no processo eleitoral. A oposição chavista, mas antimadurista, compartilha dessa visão. Enquanto isso, o regime, por meio do influente Diosdado Cabello, ameaçou impedir a participação de opositores nas eleições regionais de 2025, caso não reconheçam a decisão do Supremo.
Com informações da Folha de S.Paulo





