Sem bate-boca: Alerj aprova concessão de Medalha Tiradentes para Rosa Fernandes e Castrinho

Um dia após rejeitarem a entrega da Medalha Tiradentes ao Grupo Arco-Íris, ONG LGBTI+, os deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) voltaram a discutir, nesta quarta-feira (14/06), a distribuição da maior honraria da Casa. Desta vez, em tom mais ameno, mas ainda com pequena dose de polêmica, os parlamentares aprovaram a concessão da honraria…

Um dia após rejeitarem a entrega da Medalha Tiradentes ao Grupo Arco-Íris, ONG LGBTI+, os deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) voltaram a discutir, nesta quarta-feira (14/06), a distribuição da maior honraria da Casa. Desta vez, em tom mais ameno, mas ainda com pequena dose de polêmica, os parlamentares aprovaram a concessão da honraria à vereadora do município do Rio, Rosa Fernandes, e ao humorista Geraldo Freire de Castro Filho, o Castrinho.

Proposta pelo deputado Sérgio Fernandes (PSD), que é ligado ao grupo dos Fernandes, a medalha aprovada para a vereadora do PSC recebeu até elogios de alguns parlamentares, com exceção de Val Ceasa (Patriota), que se absteve por questões de disputa política com Rosa. O mesmo, no entanto, não aconteceu na votação para Castrinho, projeto de autoria de Otoni de Paula Pai (MDB).

Ainda se mostrando ressentido com a obstrução da ala conservadora à concessão da medalha ao Grupo Arco-Íris, o autor do texto, deputado Carlos Minc (PSB), usou o microfone para registrar que não teria a mesma postura que os colegas. Ele ainda lembrou que Paula Pai, que votou contra o seu projeto no dia anterior, é membro da Comissão de Combate às Discriminações.

“Deputado Otoni de Paula Pai, votei favoravelmente, por quê? Primeiro, porque eu conheço o Castrinho – quem não conhece?! Ele tem posições conservadoras sobre algumas coisas da política, mas é um humorista que levou alegria para milhões de brasileiros”, disse. O deputado Luiz Paulo também foi na mesma linha, dizendo ter sido a favor da concessão por conta do talento artístico do homenageado.

Paula Pai não se convenceu, dizendo que se Castrinho tivesse vilipendiado algum símbolo religioso – argumento para rejeitar a Medalha Tiradentes à ONG Arco-Íris –, ele jamais seria homenageado. E reclamou das abstenções das bancadas do Psol e do PT e de Dani Balbi (PCdoB)

“É de se estranhar o fato de ter apresentado esse projeto para conceder a medalha ao Castrinho e alguns colegas de alguma forma, mesmo não se manifestando contra, fazerem citação da ideologia política. Acho que não tem nada a ver”, finalizou.

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