Seis suspeitos de integrar quadrilha de roubos de carga são presos na Baixada Fluminense, incluindo um ex-PM

Segundo relatório do MP, principal alvo do grupo é a empresa de cigarros Souza Cruz

Seis pessoas foram presas, nesta terça-feira, durante a segunda fase da Operação Torniquete, que visa ao combate de roubos de cargas na Baixada Fluminense. Além das prisões, quatro mandados de busca e apreensão são cumpridos no Complexo Penitenciário de Gericinó, na capital. Segundo investigação do Ministério Público e da Polícia Civil, a principal vítima da quadrilha é a empresa de cigarros Souza Cruz, que estima prejuízo de cerca de R$ 3 milhões.

Ao todo, 16 pessoas são alvo de mandados de prisão, incluindo um ex-policial militar. Eles são acusados de associação criminosa para o roubo de cargas variadas, como cigarros, alimentos e eletrodomésticos. Estão nas ruas equipes do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público do Rio, e das polícias Civil e Militar, respectivamente da 60ª DP e do 15º BPM.

Além dos mandados de prisão, os agentes também cumprem dez de busca e apreensão. Os endereços estão em Duque de Caxias, São João de Meriti, Itaboraí e na Capital, no Complexo Penitenciário de Gericinó. A denúncia foi recebida pela 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias, que vai analisar o documento.

O que diz a denúncia

O relatório do MP aponta, pelo menos, 15 ocorrências de roubo de cargas de cigarro, entre os anos de 2019 e 2020, envolvendo os denunciados. Segundo o Gaeco e a Polícia Civil, o grupo teria roubado 240.485 mil maços de cigarro da empresa Souza Cruz, mas também há registros em roubos de cargas de alimentos, compras online, eletrodomésticos e veículos.

Áudios interceptados durante as investigações mostram conversas que mencionam a intenção de levar o motorista de um dos roubos para a Comunidade Nova Holanda, no Complexo da Maré, onde teria 45 minutos para descarregar a carga.

As investigações também revelaram a aliança entre os denunciados e traficantes, já que parte da carga seria entregue à “boca” para garantir a entrada dos produtos roubados naquela localidade.

Com informações do GLOBO.

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