Seis por meia dúzia: interino do MEC também é ligado aos pastores lobistas

Com a exoneração do pastor Milton Ribeiro do do MEC, a pasta fica interinamente sob a responsabilidade de Victor Godoy Veiga, até então secretário-executivo, mas assessores do presidente admitem que há uma tendência a que ele se torne ministro efetivo. Mas Godoy, que tem grande afinidade pessoal com o ministro demitido, também tem fortes ligações…

Com a exoneração do pastor Milton Ribeiro do do MEC, a pasta fica interinamente sob a responsabilidade de Victor Godoy Veiga, até então secretário-executivo, mas assessores do presidente admitem que há uma tendência a que ele se torne ministro efetivo.

Mas Godoy, que tem grande afinidade pessoal com o ministro demitido, também tem fortes ligações com os pastores que tomavam dinheiro de prefeitos para liberar obras do MEC.

A foto deste post mostra, à direita, Godoy com Bolsonaro, Milton Ribeiro e os pastores lobistas

A rigor, pode ser uma troca de seis po meia dúzia.

Segundo reportagem da Folha, pessoa de confiança de Ribeiro, Victor Godoy já esteve com os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura em eventos no MEC. Isso ocorreu em 13 de janeiro de 2021, quando o ex-ministro recebeu prefeitos e os pastores em agenda classificada como “alinhamento político”.

Em fevereiro de 2021, sentou-se ao lado do ministro e de Bolsonaro em encontro com os religiosos e 23 prefeitos. Também compôs a mesa lado a lado com Arilton e Gilmar em outro evento com prefeitos e os pastores em 15 abril do ano passado.

Há relatos de negociação de liberações de verbas neste dia 15 de abril em um hotel usado pelos pastores e também um restaurante de Brasília.

 Servidores do MEC e parlamentares envolvidos com a pasta apostam na manutenção de Godoy Veiga. Internamente, funcionários temem que mais uma troca de todo comando possa intensificar uma paralisia na pasta.

Segundo relatos, Bolsonaro estaria disposto a mantê-lo no cargo e avaliar a reação de sua base de apoio. Como o presidente deve anunciar mudanças ministeriais na quinta-feira (31), há a expectativa de que a decisão sobre o MEC saia também neste dia.

Há cobiça de integrantes do centrão pelo cargo, mas lideranças desse bloco de parlamentares que apoia Bolsonaro avaliam já estarem atendidos com o comando do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Ligado ao MEC, o fundo é que gerencia as verbas federais de transferências para municípios —sobre as quais os pastores atuavam.

O presidente do FNDE, Marcelo Lopes da Ponte, era chefe de gabinete de Ciro Nogueira (PP-PI), atual ministro da Casa Civil e proeminência do centrão. O órgão ainda tem diretores indicados pelo PL, partido do presidente, e outras legendas do bloco.

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