Seis pessoas fazem parte desta parte divulgada da delação do ex-PM Élcio de Queiroz. Elas teriam algum envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, em 2018. O principal nome é o de Edimilson Oliveira da Silva, conhecido como Macalé, morto a tiros em 2021.
Os novos suspeitos estariam envolvidos em diferentes etapas do crime -momentos antes e dias após o assassinato. Élcio deu o passo a passo do dia do atentado a tiros e, ao detalhar o episódio, apontou o envolvimento de pessoas, além de possíveis novas testemunhas.Além de Macalé, são citados: Denis Lessa — irmão de Ronnie Lessa, acusado de atirar na vereadora—, Edilson Barbosa, conhecido como Orelha, o ex-PM Maurício da Conceição dos Santos Júnior, chamado de Mauricinho, João Paulo Viana dos Santos Soares, com o apelido de Gato Mato, e sua esposa, Alessandra da Silva Farizote.
A PF chegou a intimar parte deles para depor ontem — só Denis e Orelha compareceram. As intimações ocorreram âmbito da operação com o Ministério Público que prendeu o ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel.
Em sua delação, Élcio disse que Ronnie Lessa atirou contra o carro da vereadora – o que a defesa do ex-policial nega – e admitiu ter dirigido o veículo que foi usado no crime.
De acordo com o ex-PM, Macalé chamou Ronnie Lessa para matar Marielle e participou das ações para vigiá-la. Em agosto de 2017, ele já teria tentado assassinar a vereadora com a ajuda de Lessa e de Suel.
“O motorista seria Maxwell, o Suel, no banco do carona o Ronnie com a metralhadora dele, a MP5, e no banco de trás, na contenção, seria o Edmilson Macalé, que faria a contenção com AK-47. Foi essa a situação que ele [Lessa] me passou – disse Élcio de Queiroz em delação sobre a primeira tentativa de matar Marielle.
Com informações do Uol.





