O secretário nacional de Políticas Penais do Ministério da Justiça, André Garcia, admitiu que as duas fugas inéditas ocorridas na penitenciária federal de Mossoró (RN) poderiam ter sido evitadas se os protocolos de segurança tivessem sido rigorosamente seguidos.
Durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (15) em Mossoró, Garcia enfatizou: “Não há chance de acontecer uma fuga se os protocolos de segurança forem observados. É muito provável que os procedimentos de segurança não tenham sido empregados da forma como deveriam ser.”
O secretário, no entanto, evitou fornecer detalhes sobre a dinâmica das fugas e as operações de busca em andamento, alegando que informações minuciosas poderiam prejudicar os esforços investigativos.
“Nenhuma possibilidade está descartada: negligência, facilitação ou qualquer outra circunstância que a investigação aponte. Não posso adiantar nada”, afirmou.
André Garcia também deixou claro que eventuais punições não serão ignoradas caso sejam identificadas condutas inadequadas por parte dos integrantes do sistema penitenciário. “Se houver responsabilidade individual, certamente tomaremos medidas.”
O secretário está em Mossoró desde a tarde de quarta-feira (14), após determinação do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, para supervisionar as ações no presídio e coordenar as buscas pelos foragidos.
Os fugitivos, identificados como Rogério da Silva Mendonça, 36 anos, conhecido como Tatu, e Deibson Cabral Nascimento, 34 anos, apelidado de Deisinho, têm ligação com o Comando Vermelho. A principal suspeita até o momento é de que os dois presos tenham utilizado materiais de uma obra no pátio da penitenciária como instrumentos para a fuga, conforme informações obtidas por pessoas envolvidas na investigação.
Com informações da Folha de S.Paulo
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