Seca histórica afeta os dez maiores rios do país e ameaça abastecimento de água e energia

Vários reservatórios, como Três Marias e Furnas, estão abaixo de 60% de sua capacidade.

Os dez maiores rios do Brasil estão abaixo do nível médio esperado para o período, agravando a crise hídrica no país. A situação é especialmente crítica na Amazônia e no Pantanal, e severa no Cerrado, afetando também biomas em outras regiões, como o Sul, onde mesmo com chuvas acima da média, os rios enfrentam baixos níveis.

De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), essa redução no nível dos rios pode prejudicar o abastecimento de água e a geração de energia, já que vários reservatórios, como Três Marias e Furnas, estão abaixo de 60% de sua capacidade.

Especialistas alertam para o cenário ainda mais preocupante até o final de 2024, com previsão de chuvas abaixo da média e altas temperaturas, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Norte. Isso deverá intensificar a seca que já afeta gravemente rios como o Solimões e o Madeira, ambos abaixo de suas mínimas históricas.

Itaipu opera com metade de sua média histórica de água

O impacto da seca também é observado em rios controlados por hidrelétricas, como o Paraná, Tocantins e São Francisco, que, mesmo com essa regulação, apresentam trechos com baixa vazão. A Hidroelétrica de Itaipu, por exemplo, opera com apenas metade de sua média histórica de água afluente, comprometendo a geração de energia.

Além disso, o desmatamento agrava a situação, reduzindo a umidade no ar e no solo, o que contribui para o aumento das temperaturas. Na Amazônia, a temperatura de rios e lagos está subindo rapidamente, com riscos à fauna local, como ocorreu em 2023, quando a mortalidade de botos-cor-de-rosa atingiu recordes históricos.

A crise hídrica, intensificada pelo aquecimento do Oceano Atlântico e pela degradação ambiental, impacta países vizinhos como Bolívia e Peru, onde nascem importantes rios que abastecem o Brasil.

Com informações de O Globo

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