Saúde e Educação serão os ministérios mais atingidos pelo bloqueio temporário de recursos no orçamento de 2023

Os ministérios da Saúde e da Educação concentrarão a maior parte do bloqueio de R$ 1,5 bilhão decretado pelo governo federal e assinado pelo presidente Lula nesta sexta-feira. A Saúde, conforme a publicação no Diário Oficial da União, teve R$ 452 milhões bloqueados, enquanto a Educação, R$ 333 milhões. Ao todo, dez ministérios foram atingidos…

Os ministérios da Saúde e da Educação concentrarão a maior parte do bloqueio de R$ 1,5 bilhão decretado pelo governo federal e assinado pelo presidente Lula nesta sexta-feira.

A Saúde, conforme a publicação no Diário Oficial da União, teve R$ 452 milhões bloqueados, enquanto a Educação, R$ 333 milhões. Ao todo, dez ministérios foram atingidos pelo corte temporário.

A necessidade de bloquear despesas discricionárias, que incluem custeio e investimentos, foi anunciada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento na última sexta (21), diante da constatação de nova alta nos gastos obrigatórios.

Na ocasião, o governo também piorou sua projeção de déficit para R$ 145,4 bilhões, equivalente a 1,4% do PIB (Produto Interno Bruto), apesar dos esforços do ministro Fernado Haddad (Fazenda) para restringir o rombo nas contas deste ano a 1% do PIB.

O valor está dentro da meta de déficit primário, mas a limitação decorre do teto de gastos, que ainda está em vigor, mesmo com a expansão de R$ 169 bilhões em despesas aprovada em uma PEC (proposta de emenda à Constituição) aprovada no fim de 2022.

Com o novo bloqueio, o total de recursos travados no Orçamento deste ano está em R$ 3,2 bilhões, distribuídos em 12 pastas.

Em maio, o governo já havia boqueado R$ 1,7 bilhão, atingindo Fazenda, Planejamento, Integração, Desenvolvimento Social, Transportes e Cidades.

Agora, a lista foi ampliada e alcançou ministérios antes preservados da tesourada. Os maiores bloqueios foram em Saúde e Educação, seguidos por Transportes (R$ 217 milhões), Desenvolvimento Social e Cidades (ambos com R$ 144 milhões cada).

Com informações da Folha de S. Paulo.

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