Juliana Marins, de 26 anos, natural de Niterói (RJ), está à espera de resgate há mais de 36 horas após sofrer uma queda de aproximadamente 300 metros em uma das trilhas mais desafiadoras da Indonésia, no Monte Rinjani, na ilha de Lombok. A jovem fazia a trilha sozinha, como parte de um mochilão pela Ásia, quando o acidente ocorreu na madrugada de sábado (21), no horário local — ainda sexta-feira à noite no Brasil. A trilha até o topo do Rinjani, o segundo vulcão mais alto da Indonésia com 3.726 metros de altitude, é conhecida por sua dificuldade e por exigir grande preparo físico.
Segundo o blog de viagens Mochilão a Dois, trata-se da subida mais exigente do país, com mais de 2,6 km de aclives acentuados. O trajeto pode levar de dois a quatro dias, dependendo do itinerário escolhido.
Juliana estava acompanhada por uma empresa local de turismo quando caiu de um dos trechos da trilha. De acordo com relatos enviados à família por turistas que passaram pela região, uma forte neblina encobria o local no momento do acidente, o que pode ter contribuído para a queda. Ainda segundo esses relatos, após a queda inicial, a jovem teria escorregado ainda mais em direção a um precipício.
As primeiras informações chegaram à irmã de Juliana, Mariana Marins, por meio das redes sociais. Um grupo de turistas que passou pelo local cerca de três horas após o acidente localizou a jovem e divulgou imagens feitas com drone que mostram Juliana caída e aparentemente sem conseguir se mover. A família relatou que chegou a temer pela vida dela, diante da demora no atendimento e das condições extremas do terreno.
A situação mobilizou brasileiros nas redes sociais e levantou questionamentos sobre a atuação da empresa de turismo e das autoridades locais. Até o momento, o resgate não foi concluído. Segundo relatos no local, a região é de difícil acesso e exige esforço técnico especializado para alcançar a vítima com segurança.
Juliana, que é publicitária, está em viagem solo pela Ásia e já havia visitado países como Filipinas, Vietnã e Tailândia. O estado de saúde dela é considerado grave, e a família segue em contato com autoridades brasileiras e indonésias na tentativa de acelerar o socorro.





