O deputado estadual Rosenverg Reis (MDB) anunciou que quer ser o candidato do prefeito Eduardo Paes (PSD) à presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), em meio à crise política que envolve a sucessão no comando da Casa.
Primeiro-secretário da Alerj, Rosenverg lançou oficialmente seu nome nesta quarta-feira (1º) como pré-candidato e afirmou que pretende unificar diferentes correntes políticas.
“Ofereci meu nome pra ser o candidato das forças democráticas”, disse Reis. Ele destacou que aguarda o retorno de Eduardo Paes de viagem para discutir a articulação política. “Quero ser o candidato do prefeito Eduardo Paes, da esquerda e das forças de centro”, afirmou.
Irmão do presidente estadual do MDB, Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias, Rosenverg também citou o histórico democrático do partido como base de sua candidatura. “O Rio precisa de equilíbrio e bom senso. Sou filiado ao MDB um partido com histórico democrático”, completou. Segundo ele, já há movimentação para conquistar votos entre os deputados.
A disputa pela presidência da Alerj se intensificou após a cassação do mandato do ex-presidente Rodrigo Bacellar (União Brasil) e a renúncia do governador Cláudio Castro (PL) ao cargo, abrindo uma crise institucional e política na Casa e no estado.
No último dia 26, uma eleição extraordinária chegou a eleger o deputado Douglas Ruas (PL), da base governista, com 45 votos, em sessão com 47 dos 70 parlamentares. No entanto, a votação foi boicotada pela oposição e acabou sendo anulada no mesmo dia pela presidente em exercício do Tribunal de Justiça do Rio, desembargadora Suely Lopes Magalhães.
Na decisão, a magistrada entendeu que a eleição só poderia ocorrer após a conclusão da retotalização dos votos para deputado estadual, conduzida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), conforme determinação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no processo que levou à cassação de Bacellar.
Com isso, uma nova eleição para a presidência da Alerj só poderá ser realizada após o dia 14, quando se encerra o procedimento da Justiça Eleitoral.
O cargo é considerado estratégico porque o presidente da Alerj ocupa posição central na linha sucessória do governo estadual. Quem for eleito poderá assumir interinamente o comando do Executivo fluminense — função atualmente exercida pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto.






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