Turistas nacionais e internacionais já deram a largada para o maior réveillon dos últimos anos no Rio, que deve superar, inclusive, a última festa pré-pandemia, na virada para 2020.
Segundo o Extra online, a cidade é o destino mais disputado do Brasil para a data, seguida de Recife, aponta a empresa Decolar. E a taxa de ocupação dos hotéis da Zona Sul e da Barra já atinge 72% — no início de novembro de 2019, o índice não chegava a 60%, de acordo com o Sindicato dos Meios de Hospedagem do Município (Hotéis Rio). Alguns estabelecimentos da orla, como o Fasano, em Ipanema, sequer têm mais quartos disponíveis.
A expectativa do setor é chegar à ocupação máxima. Desde o começo da pandemia, fenômeno assim só foi visto no Rock in Rio, quando hotéis da Barra e de São Conrado registraram taxa de 96,35% nos últimos dias de festival. Já chama a atenção a procura de turistas estrangeiros para os festejos: eles, que andavam sumidos da cidade, devem representar entre 20% e 25% do público total vindo de fora.
— O turismo entrou na pauta de promoção e divulgação, e isso está gerando resultados. Para o réveillon, vamos bater os 100% — explica Alfredo Lopes, presidente do Hotéis Rio. — O que a gente vê agora é as pessoas se programando mais para o réveillon: como muito gente não viajou no último, ficando em casa, agora todos querem sair.
Levantamento da Decolar com base na procura por passagens aéreas mostra que, para a festa no Rio, lideram as buscas turistas de São Paulo, Brasília, Goiânia e Cuiabá.
No caso dos estrangeiros, Lisboa, Buenos Aires, Bordeaux e Paris são as cidades que devem embarcar mais gente. Na última semana, a empresa verificou aumento de 21% na busca por voos para o Rio em relação às mesmas datas de 2021.
A rede Windsor, com 15 unidades na cidade, espera lotar, inclusive, seus dois hotéis do Centro, como aconteceu no Rock in Rio. Nos hotéis da orla de Copacabana e Barra, as reservas já beiram os 80%.
— Em 2019 não estávamos com essa ocupação toda em novembro. Tem hotel que vai esgotar esse mês, e nossa expectativa é de chegar a 100% em todos eles, mesmo nos do Centro, que têm diárias mais em conta — prevê Bianca Rodrigues, gerente comercial da rede, antes de observar que estrangeiros têm buscado reservas mais longas, enquanto turistas brasileiros devem vir mais para aproveitar o fim de semana — 31 de dezembro cairá no sábado.
De olho nesses hóspedes, a rede deixou de vender apenas pacotes com mínimo de noites e hoje oferece também tarifa sem café da manhã.O Fairmont, na orla de Copacabana, calcula um número de visitantes internacionais nunca mais visto na cidade desde o início da pandemia. No hotel, os estrangeiros hoje são mais de 50% dos hóspedes.
— O brasileiro está competindo no Rio com o gringo. Os americanos voltaram, assim como os europeus e os turistas da América do Sul, em especial da Argentina — afirma Michael Nagy, diretor do Fairmont.
A prefeitura ainda vai bater o martelo sobre a programação em Copacabana e o esquema especial de trânsito. A tendência é repetir as restrições aos carros no bairro, permitindo acesso a pé ou por transporte público. No último réveillon, sem shows e só com fogos, não foram feitos bloqueios e faltou transporte. O MetrôRio já confirmou que haverá venda antecipada de bilhetes para o dia 31.
— Podemos bater recordes de público em Copacabana, com 2,5 milhões a três milhões de pessoas — diz o secretário municipal de Turismo, Antônio Mariano.






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