Repost, a máquina de espalhamento de narrativa, é a ferramenta de 2026

Para o marqueteiro Mario Marques, a amplitude da difusão das informações no Instagram vem gerando grandes ondas e movimentos

*Mario Marques

Todo mundo está mergulhado na Inteligência Artificial pensando em todas as suas possíveis utilidades para as eleições vindouras. Mas no dia a dia das redes sociais está ali, quietinha, a ferramenta que tem transformado a vida do governo Lula, de Alexandre de Moraes e do STF num verdadeiro calvário. O REPOST do Instagram, a rede social que importa nas eleições, é uma máquina de espalhamento de informações. A IA está para trás diante do Repost.

Aqui entre todos nós não  é novidade. O Twitter, criado por Jack Dorsey em 2006, tem a assinatura do RETWEET, adaptado pelo TI de Elon Musk em Repost. A ferramenta está amplificando  em grau máximo os conteúdos segmentados do Instagram e vem potencializando ondas e movimentos.

Foi com o Repost do Instagram que o deputado federal Nikolas Ferreira alcançou 313 milhões de visualizações no vídeo que produziu sobre as possíveis regras do pix em 2025 e deu uma enorme dor de cabeça ao governo Lula, que retirou a nova regra de pauta.

Num país no qual vale mais a narrativa do que a realidade, conforme o próprio presidente Lula já confessou publicamente, o Repost deve ser a ferramenta mais utilizada nas estratégias eleitorais.

O desafio agora é mapear os influenciadores de ambos os lados e dar-lhes conteúdo para replicação. Tanto do lado da esquerda como da direita há caminhões de gente que fala para multidões. E o Repost está na linha de frente dos ataques.

Curiosamente os próprios criadores do conteúdo estão clicando no repost para tentar aumentar sua própria amplitude. E isso demonstra sua força junto aos autores.

Há estudos na LabPop, nossa agência de marketing político, que dão conta de que um Repost pode significar um aumento elástico da visualização de um conteúdo, que vai de 10% a 1000%, dependendo do tamanho e relevância do personagem.

O algoritmo leva em conta a prova social, quando o conteúdo está sendo validado por outra conta; uma possível nova audiência, quando o post passa a ser exibido para seguidores que não seguem o autor original; e o engajamento secundário, que seriam novos comentários, novas curtidas e novos  compartilhamentos, que retroalimentam o próprio algoritmo.

O levante do nome de Flávio Bolsonaro à disputa presidencial nos últimos meses tem como estrela o Repost. Desde que assumiu sua pré-candidatura, uma legião de apoiadores passou a amplificar seus conteúdos com reposts que já ultrapassaram as casas dos bilhões. É uma horda de gente falando a mesma coisa todo dia. Está aí uma das razões pelas quais Flávio avançou.

A força do Bolsonarismo nas redes sociais é enorme. Lembro-me do ataque diário e constante ao governador Wilson Witzel no meio da pandemia, transformando o ex-juiz, de um status absolutamente popular no começo da Covid, ao seu impeachment. O Bolsonarismo, quando escolhe o inimigo, sabe como destruí-lo nas redes sociais como nenhum outro movimento no Brasil e o Repost virou mais um aliado.

Nas eleições de 2026 espera-se que o STF/TSE não interfiram na liberdade de expressão, na forma natural e nas ferramentas com as quais conteúdos se espalham na internet, como aconteceu em 2022, tornando o pleito, naquele ano absolutamente inequânime – sob as garras de Alexandre de Moraes.

A internet nasceu livre e permanece livre em todos os países desenvolvidos, onde a tecnologia assassina a burocracia todos os dias. Mas no Brasil, cada vez mais emperrado em regras e leis absolutamente desprezíveis, o Repost corre perigo.

Porque, sempre que um movimento cresce em ondas para tornar a vida dos brasileiros mais simples, o Estado faz questão de complicar e atrapalhar.

Olho vivo nos burocratas e esquemocratas.

Esse conteúdo merece seu Repost? Então fique à vontade.

Por enquanto.

*Mario Marques é jornalista, marqueteiro e CEO da agência LabPop

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