Relatórios enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) por forças de segurança estaduais apontam a participação de policiais e um oficial da reserva do Exército em atos antidemocráticos em estados como o Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Maranhão.
Os documentos foram produzidos a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que determinou a identificação dos líderes dos movimentos que contestam, sem provas, o resultado das urnas e estão sob investigação.
De acordo com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, 21 pessoas foram responsáveis por estimular os atos que pedem a intervenção das Forças Armadas para impedir a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Dentre eles, estão cinco agentes públicos, incluindo o delegado da Polícia Civil Heliomar Athaydes Franco, candidato a deputado federal pelo Republicanos que não foi eleito.
A notícia é do Globo online.
Em um outro relatório entregue a Moraes, a área de inteligência da Polícia Militar gaúcha destaca que publicações de Heliomar nas redes sociais incitaram a participação nos atos antidemocráticos, além de registrar a presença do policial civil em um dos protestos em que a pauta era a intervenção militar. Segundo os investigadores, em ofício encaminhado ao STF, essas postagens foram apagadas posteriormente, mas a equipe de inteligência da Polícia Militar já havia arquivado o material.
O relatório da Polícia Civil do Rio Grande do Sul também aponta a participação do militar Luciano Zucco, deputado federal recém-eleito pelo Republicanos. O documento inclui publicação nas redes sociais em que o suspeito convoca manifestantes em Porto Alegre. Segundo o relatório, Zucco apresenta em suas redes “imagens na localidade do Comando Militar do Sul (CMS) com incentivo e convocando a presença do povo para a região”.
Ex-deputado estadual, Zucco foi analista de inteligência do Exército e assessorou o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) durante sua campanha ao Senado.





