O ex-juiz e agora senador eleito pelo Paraná Sérgio Moro ( Inião Brasil) declarou apoio a Jair Bolsonaro (PL) para o segundo turno da eleição presidencial. Depois de trocarem acusações, após receber apoio, o presidente afirmou que o desentendimento entre eles está “superado” e que têm um “novo relacionamento”.
As informações são do G1.
Moro foi uma aposta de Bolsonaro para as eleições em 2018 com as bandeiras de combate à corrupção e ao crime organizado. Quando eleito, em novembro daquele ano, anunciou o ex- juiz como gestor do Ministério da Justiça com status de superministro.Relembre, abaixo, o que um já disse sobre o outro.
A relação entre eles durou um ano e quatro meses. Em abril de 2020, Moro deixou o governo acusando Bolsonaro de tentativa de interferência na Polícia Federal e disse ser preciso “preservar a biografia”.
Os dois romperam e trocaram acusações, com o Jair Bolsonaro chegando a chamar Moro de “traíra” neste ano. Agora, após uma postagem de Moro nas redes sociais anunciando apoio, o candidato à reeleição afirmou que os problemas foram superados.
Em uma live em 31 de março deste ano, Jair Bolsonaro afirmou que Moro era ‘traíra’ e ‘mentiroso’.
“Também aqui, ó. Polícia Federal diz ao Supremo que não há elementos indiciários mínimos de crime na troca na PF que levou à demissão de Moro. Sergio Moro, além de traíra é mentiroso”, afirmou o presidente enquanto lia a manchete de um jornal.
Ao deixar o cargo de ministro, Moro acusou Bolsonaro de tentar interferir na PF. Ele também alegou ter deixado o governo por não dar continuidade à bandeira de combate a corrupção.
“O presidente me disse mais de uma vez, expressamente, que ele queria ter uma pessoa do contato pessoal dele, que ele pudesse ligar, que ele pudesse colher informações, que ele pudesse colher relatórios de inteligência, seja diretor, seja superintendente. E realmente não é o papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informação”, afirmou o ex-juiz.
Moro também questionou se o mesmo acontecesse em outros governos.
“Imaginem se durante a própria Lava Jato, ministro, diretor-geral, presidente, a então presidente Dilma, o ex-presidente, ficassem ligando para o superintendente em Curitiba para colher informações sobre as investigações em andamento?”, questionou.
Ele afirmou que Bolsonaro sabia se tratar de interferência. “Falei para o presidente que seria uma interferência política. Ele disse que seria mesmo”, disse.
“Tenho que preservar minha biografia, mas acima de tudo tenho que preservar o compromisso com o presidente de que seríamos firmes no combate à corrupção, a autonomia da PF contra interferências políticas”, declarou Sergio Moro.
“Para mim esse último ato é uma sinalização de que o presidente me quer realmente fora do cargo.”
As declarações renderam ao presidente a instauração de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar as denúncias.





