Refugiados com visto aprovado são impedidos de entrar nos EUA por decisão de Trump

Medida inclui suspensão de programa e atinge afegãos que colaboraram com tropas americanas durante a guerra

O governo Trump anunciou mais uma medida contra a imigração: a suspensão da entrada de refugiados que já haviam recebido autorização para se estabelecer nos Estados Unidos sob a gestão Biden. A decisão, formalizada por uma ordem executiva assinada na última segunda-feira (20), também interrompeu, sem previsão de retomada, o Programa de Admissão de Refugiados, responsável pelo processamento desses pedidos.

A medida afeta milhares de pessoas ao redor do mundo que já haviam concluído um extenso e rigoroso processo de aprovação, muitas com viagens confirmadas. Entre os atingidos estão mais de 1.600 afegãos aprovados para ingresso nos EUA em função de um programa criado após a retirada das tropas americanas do Afeganistão, em 2021. O grupo inclui familiares de militares em serviço e colaboradores das forças armadas norte-americanas durante a guerra.

De acordo com um comunicado interno do Programa de Admissão de Refugiados, revisado pela Associated Press (AP), as chegadas foram “suspensas até novo aviso”. Refugiados que tinham passagens marcadas antes de 27 de janeiro, data inicial para a entrada em vigor da medida, podem ser barrados. A decisão marca uma antecipação no prazo anteriormente estipulado, sem justificativas claras para a mudança.

ONU e Departamento de Estado fazem triagem de refugiados

Refugiados diferem de solicitantes de asilo, que costumam chegar às fronteiras do país para pedir proteção. Eles geralmente são indicados pela Organização das Nações Unidas (ONU) ao Departamento de Estado dos EUA e passam por um rigoroso processo de triagem antes de receberem autorização para viajar. Após a chegada, são reassentados com o apoio de agências que oferecem suporte para integração, incluindo moradia, educação e emprego.

A suspensão é parte de uma ampla agenda anti-imigração do governo Trump, que inclui promessas de deportações em massa, emergências fronteiriças e planos para revogar a cidadania automática para filhos de imigrantes ilegais. Essas ações reforçam a postura de endurecimento nas políticas migratórias do republicano, que busca consolidar sua posição sobre o tema como peça central de sua gestão.

Com informações do g1

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