Reforma ministerial, IR até R$ 5 mil e Fachin no STF: os temas que vão dominar a semana em Brasília

Reforma ministerial, IR até R$ 5 mil e Fachin no STF: os temas que vão dominar a semana em Brasília

O noticiário desta segunda-feira (29) mostra os temas que preocupam Brasília e o mercado. O Globo destaca que o reajuste das mensalidades escolares em 2026 deve ser o dobro da inflação. Já o Estadão chama atenção para a alta no número de servidores temporários na máquina pública. A Folha de S.Paulo aponta o fracasso do programa de socorro a estados, com apenas uma adesão a três meses do fim, enquanto o Valor Econômico informa que as fusões e aquisições via bolsa de valores estão em alta. No Correio Braziliense, o destaque é para a avaliação de que “o julgamento mostrou que ciclos do atraso ficaram para trás”.

As informações fazem parte do boletim Ágil, produzido pela FSB Holding.

O que está no radar

A semana será marcada por intensas movimentações no Executivo, Legislativo e Judiciário:

  • Lula e Trump: cresce a expectativa por uma conversa, ainda sem data definida, entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos. Não está descartado um encontro presencial na Malásia, na Itália ou na Flórida.
  • Reforma ministerial: após a saída de Celso Sabino, novas mudanças na Esplanada podem ser anunciadas nos próximos dias.
  • Congresso: a prioridade é a votação do projeto que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil por mês.
  • Judiciário: o ministro Edson Fachin toma posse como presidente do STF, em cerimônia nesta segunda (29). Ainda nesta semana, a Corte julgará a questão do vínculo trabalhista entre motoristas e entregadores de aplicativos.
  • Economia: indicadores relevantes como o Caged e a Pnad Contínua serão divulgados, além do IGP-M de setembro e da produção industrial de agosto.

Agenda da semana

  • Lula: participa nesta segunda (29) da posse de Fachin e da 5ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres, em Brasília. Na sexta (3), vai a Belém visitar as obras da COP30.
  • Câmara dos Deputados: na terça (30), o Conselho de Ética vai instaurar processos contra parlamentares envolvidos no motim de agosto. Na quarta (1º), está prevista a votação do projeto que amplia a faixa de isenção do IR.
  • Senado: deve votar, também na terça (30), o projeto que finaliza a regulamentação da reforma tributária do consumo. Ministros José Múcio e Jader Filho participam de audiências públicas em comissões.
  • Congresso Nacional: análise do PLDO 2026, prevista para terça (30).
  • Economia:
    • Segunda (29): divulgação do Caged e do IGP-M.
    • Terça (30): IBGE publica a Pnad Contínua.
    • Sexta (3): sai a produção industrial de agosto.
    • Também na terça, o governo publica o decreto de programação orçamentária, detalhando novos cortes.

O que ficou da semana passada

O mercado ainda repercute a ata do Copom, que reforçou um tom mais duro, afastando a possibilidade de corte de juros antes de 2026. O governo anunciou novo congelamento de R$ 1,4 bilhão em gastos, atribuído à queda na arrecadação.

Na política internacional, Lula surpreendeu ao elogiar Donald Trump após encontro recente: “Pintou uma química mesmo”. No front interno, o Banco Central reduziu a previsão de crescimento do PIB para 2% em 2025 e indicou piora no ano seguinte.

Também pesaram na agenda: a criação de uma delegacia da Receita para combate ao crime organizado, o avanço da inflação medida pelo IPCA-15 (0,48% em setembro) e o arquivamento, pelo Senado, da chamada “PEC da Blindagem”, após forte pressão popular.


👉 Em resumo, a semana começa com Brasília atenta à nova composição ministerial, ao embate fiscal no Congresso e à estreia de Edson Fachin no comando do STF. O pano de fundo é a economia, pressionada por cortes, juros elevados e expectativa de indicadores que podem balizar os próximos movimentos do governo e do mercado.

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