Após a controversa reeleição de Nicolás Maduro, o Panamá e o Peru foram os primeiros países a tomar medidas significativas. O Panamá retirou seus diplomatas de Caracas e suspendeu as relações bilaterais, enquanto o Peru convocou seu embaixador para consultas.
O presidente panamenho, José Raúl Mulino, afirmou que a decisão se deve à necessidade de uma “revisão completa das atas e do sistema de informática do escrutínio da votação”. Mulino ressaltou que “regimes que não respeitem os direitos humanos e violem liberdades não merecem reconhecimento diplomático”.
Mulino também criticou a exclusão de venezuelanos residentes no exterior do processo eleitoral e denunciou a falta de observadores internacionais imparciais. Ele chamou o governo de Maduro de “regime ditatorial” e solicitou uma reunião urgente da Organização dos Estados Americanos (OEA) para discutir a situação na Venezuela.
O ministro das Relações Exteriores do Peru, Javier González Olaechea, condenou as irregularidades no processo eleitoral venezuelano, enfatizando que o Peru não aceitará a “violação da vontade popular”. O embaixador peruano deve deixar Caracas ainda nesta segunda-feira (29).
Com informações de O Globo





