Lideranças quilombolas vão conduzir um circuito de seminários sobre ancestralidade em escolas públicas das oito regiões do Estado do Rio de Janeiro entre agosto e dezembro. Os encontros reunirão estudantes, educadores e representantes das comunidades em encontros voltados à valorização da memória, dos saberes tradicionais e à promoção da educação antirracista.
Realizado pela Art Cult, em parceria com a Secretaria de Articulação Federativa e Comitês de Cultura do Ministério da Cultura (MinC) e a Associação de Comunidades Quilombolas do Estado do Rio de Janeiro (Acquilerj), viabilizada por meio de Termo de Fomento decorrente de emenda parlamentar do deputado federal Eduardo Bandeira de Mello (PSB-RJ).
O circuito prevê oito seminários, um em cada região: Metropolitana, Noroeste Fluminense, Norte Fluminense, Baixadas Litorâneas, Serrana, Centro-Sul Fluminense, Médio Paraíba e Costa Verde. Os encontros acontecerão em institutos estaduais e serão complementados por rodas de conversa nos próprios territórios quilombolas.
Programação
O Raízes do Amanhã amplia o trabalho desenvolvido pela Art Cult com o Bi2u, iniciativa que, em 2025, levou a literatura negra a centenas de estudantes da rede pública. Nesta edição, passa a abordar também o patrimônio cultural imaterial, os conhecimentos tradicionais, a relação histórica das comunidades quilombolas com o território fluminense e o protagonismo feminino na preservação desse patrimônio.
Os primeiros seminários serão realizados em Três Rios, no dia 6 de agosto; em Mangaratiba, no dia 18 do mesmo mês; e em Volta Redonda, em 1º de setembro. Todos os seminários terão transmissão ao vivo pelo YouTube. O projeto também disponibilizará materiais pedagógicos digitais e um e-book com os principais conteúdos apresentados como apoio aos professores da rede pública. O encerramento está previsto para dezembro, em um encontro que reunirá representantes das comunidades quilombolas, pesquisadores, educadores e estudantes.
Para o presidente da Art Cult, Evandro Tavares, o projeto aproxima os estudantes dos conhecimentos preservados pelas comunidades quilombolas. “Queremos que a juventude fluminense compreenda o valor ancestral dessas comunidades e reconheça nelas exemplos vivos de preservação, sustentabilidade e resistência”, conclui.





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