Quadrilha que colocava rastreador em carros de locadoras para furtá-los causou prejuízo de R$ 4 milhões às empresas

Sete pessoas foram presas em ação da Polícia Civil

A Polícia Civil do Rio prendeu sete pessoas em uma operação feita contra uma quadrilha que furtava carros de luxos de locadoras para vendê-los. Eles alugavam os veículos, colocavam rastreadores e depois o cometiam os furtos. Segundo as investigações da 21 ª DP (Bonsucesso), a quadrilha furtou 42 carros. O prejuízo para as empresas foi superior a R$ 4 milhões.

Segundo o delegado Álvaro de Oliveira Gomes, da 21ª DP (Bonsucesso), eles vendiam o veículo clonado para diversos clientes, inclusive integrantes da milícia. Além de usarem os carros clonados para uso próprio — com o intuito de dificultar o rastreamento da polícia —, o grupo paramilitar também realizam vendas para obter lucros e dar continuidade à atividade criminosa. O método envolvendo as locadoras e o rastreamento é, segundo a polícia, muito recorrente por não demandar o uso de violência e exposição da quadrilha.

Alguns carros também eram ofertados em sites de venda com preços abaixo dos de mercado. As vendas eram realizadas para outros estados e para o Paraguai. Em outros casos, os veículos eram desmanchados e tinham as peças comercializadas.

Os presos na operação desta quinta-feira foram: Gabriel Simas dos Santos, Roberto Jorge de Andrade Ribeiro, Luan Rafael de Souza Coelho, Claudio Lucas da Silva França, João Victor Costa Gomes, Wallace Carvalho da Cunha e Jhenifer Carolina Leite Horta. Outras três pessoas ainda são procuradas.

Como o esquema funcionava

De acordo com as investigações, o esquema funcionava em várias etapas. Primeiro, um suspeito ia até as empresas e fazia o aluguel do carro. Em seguida, o veículo era levado para um local onde eles colocavam um rastreador e faziam uma cópia da chave. Depois, o carro era devolvido.

Com o rastreador no veículo, os suspeitos o monitoravam até que ele fosse alugado novamente. Eles, então, esperavam a oportunidade para furtar o veículo — geralmente quando ele estava estacionado — usando a cópia da chave. Essa tática de furto envolvendo as locadoras e o rastreamento é, segundo a polícia, muito recorrente por não demandar o uso de violência e exposição da quadrilha.

No ano passado, foram registrados 1.577 casos de furtos de veículos no estado. Em 2024, já foram 7.488 ocorrências só de janeiro ao fim de maio. Os registros de roubos já somam 10.832 nos primeiros cinco meses do ano. O número é 5% maior do que no mesmo período do ano passado, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP).

A apuração sobre a atuação do bando começou depois de, em 2022 e 2023, integrantes de quadrilhas especializadas em furtar veículos de empresas de locação de automóveis serem presos em flagrante. Com as informações obtidas nesses casos, a equipe da 21ª DP constatou a existência de uma quadrilha envolvida no crime.

Com informações de O Globo

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