PT vence em Fortaleza com 50,38% dos votos contra candidato de Bolsonaro e conquista única capital no país

Evandro Leitão, do PT, vence candidato do PL em Fortaleza em uma das eleições mais disputadas do segundo turno

O partido do ex-governador Ciro Gomes teve quadros declarando votono candidato do PL, o que despertou críticas do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, que é presidente licenciado da sigla

Na eleição mais disputada do país, o deputado estadual Evandro Leitão (PT) venceu (50,38% dos votos) o segundo turno da disputa em Fortaleza contra o deputado federal André Fernandes (do PL, com 49,62%).

Os nomes do PL e do PT apostaram em uma roupagem moderada para atrair apoios. De um lado, o deputado federal André Fernandes buscou se afastar da imagem de radical de direita que o levou à Câmara há dois anos e evitou se associar diretamente a Bolsonaro (PL) na campanha. Do outro, Evandro Leitão adotou um discurso de “frente ampla” para expandir seu eleitorado para além da esquerda.

A disputa em Fortaleza também motivou atritos entre dois antigos aliados locais, PT e PDT. O partido do ex-governador e presidenciável Ciro Gomes teve quadros declarando voto em Fernandes, o que despertou críticas até do ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, que é presidente licenciado da sigla e principal dirigente trabalhista desde a morte de Leonel Brizola.

O PDT, que registrou enfraquecimento no estado de modo geral, também perdeu força na capital. O atual prefeito, José Sarto (PDT), não avançou sequer ao segundo turno.

No primeiro turno, Fernandes ficou com 40,20% dos votos, contra 34,33% de Leitão e 11,75% de Sarto. O ex-deputado Capitão Wagner (União), que disputou o eleitorado à direita com o primeiro colocado, ficou em quarto com 11,4%.

O cenário equilibrado do primeiro domingo de votação também foi detectado pelas pesquisas ao longo do segundo turno. Os levantamentos indicaram quase sempre os candidatos do PT e do PL em situação de empate técnico, com as vantagens numéricas para diferentes nomes a depender do instituto.

André Fernandes entrou na política em 2018, quando foi eleito na onda bolsonarista e conseguiu uma cadeira na Assembleia Legislativa. Quatro anos depois, virou deputado federal. Ele é um dos alvos em inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura incitação aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

Já Leitão é deputado estadual desde 2015, sempre eleito pelo PDT. Ele mudou de partido em dezembro para apoiar o governador Elmano de Freitas (PT).

Com informações de O Globo.

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