O PT quer selar um pacto de não agressão com a candidata do PSB à Prefeitura de São Paulo, Tabata do Amaral, para fortalecer a oposição ao atual prefeito Ricardo Nunes (MDB), que terá o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral deste ano. A ideia é que Tabata e o candidato do PT, Guilherme Boulos, que terá Marta Suplicy como vice, evitem ataques mútuos e concentrem suas críticas no emedebista.
A proposta foi discutida pela presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e pelo presidente do PSB, Carlos Siqueira. Os dois partidos fazem parte do mesmo campo político e têm o ex-presidente Lula como referência. Lula disse que a vitória em São Paulo é estratégica para as eleições de 2026 e que é preciso unir forças para derrotar o bolsonarismo na cidade.
Em entrevista à rádio CBN, Recife, nesta terça-feira (30), Lula afirmou que não vai interferir na candidatura de Tabata e que não ofereceu nenhum cargo a ela. Ele elogiou a deputada federal e disse que ela tem um futuro político promissor. Lula também declarou que pode apoiar Tabata no segundo turno, caso ela enfrente Nunes, e que o mais importante é impedir a reeleição do prefeito.
Com informações de O Globo





