PSOL pede impugnação da candidatura de Rodrigo Amorim por condenação no TRE

Ação alega que deputado foi condenado por órgão colegiado; Amorim diz que PSOL teme confronto nas urnas

O PSOL do Rio de Janeiro solicitou a impugnação da candidatura de Rodrigo Amorim (União Brasil-RJ), que concorre à prefeitura da capital, devido à sua condenação por violência política contra a vereadora Benny Briolly (PSOL).

O pedido de impugnação foi apresentado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) pelo advogado Luiz Paulo Viveiros de Castro, que argumenta que Amorim estaria inelegível por ter sido condenado por um órgão colegiado.

Além da impugnação, o PSOL requer que Amorim seja impedido de acessar recursos financeiros de campanha e de participar das inserções televisivas. Em nota, o presidente municipal do PSOL, Juan Leal, declarou que a condenação de Amorim é um “marco histórico” e que o partido não aceitará que um condenado possa se candidatar, ressaltando que “a política do ódio e da violência não pode ter espaço na democracia.”

Amorim diz que PSOL teme confronto eleitoral

Rodrigo Amorim, por sua vez, afirmou que a condenação ainda está em primeira instância e que apresentará as certidões de regularidade necessárias. Ele também criticou o PSOL, acusando o partido de temer o confronto nos debates eleitorais.

A condenação de Amorim, ocorrida em maio deste ano, resultou em uma pena de um ano e quatro meses de reclusão, convertida em serviços comunitários e multa de 70 salários mínimos.

A sentença foi motivada por um discurso feito por Amorim na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 2022, onde ele se referiu a Benny Briolly como “belzebu” e “aberração da natureza.” Benny Briolly é a primeira mulher transexual eleita no estado.

O histórico de conflitos entre Amorim e o PSOL não é recente. Em 2018, junto ao ex-deputado Daniel Silveira, Amorim quebrou uma placa em homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada naquele ano.

Além disso, na Alerj, Amorim já teve desentendimentos com as deputadas Dani Monteiro e Renata Souza, ambas do PSOL. Em 2022, ele questionou se Renata Souza havia “lucrado” com as memórias de Marielle Franco, o que resultou em uma representação contra ele.

Amorim também ironizou um projeto de Souza, o “Julho das Pretas”, chamando-o de “mimimi” e “ladainha,” o que foi interpretado como violência política de gênero.

Com informações de O Globo

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