PSD articula candidato próprio após decisão do TSE sobre eleição indireta na Alerj

Após contestar regras, partido já discute nomes para mandato-tampão e presidência da Assembleia

O PSD no Rio de Janeiro afirmou que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a realização de uma eleição indireta para o governo do estado ‘se cumpre’, apesar de ter questionado previamente as regras definidas pela Corte. A sigla já iniciou articulações internas para lançar um candidato ao chamado mandato-tampão, além de planejar uma candidatura à presidência da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

A declaração foi feita pelo presidente estadual do partido, o deputado federal Pedro Paulo, que destacou que decisão judicial deve ser sempre respeitada, mesmo diante das divergências iniciais.

Segundo ele, a legenda pretende se posicionar de forma ativa no processo político que se desenha no estado, tanto no Executivo quanto no Legislativo estadual.

PSD descarta Eduardo Paes em eleição indireta

O dirigente também afastou a possibilidade de o ex-prefeito Eduardo Paes ser o nome escolhido para disputar o mandato-tampão. De acordo com Pedro Paulo, o correligionário pretende concorrer apenas em uma eventual eleição direta para o governo.

A posição reforça a estratégia do partido de preservar nomes mais competitivos para uma disputa com voto popular, enquanto busca alternativas internas para o cenário indireto.

Nos bastidores, a legenda avalia critérios políticos e jurídicos para definir quem será indicado, considerando o curto prazo e as regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

Ofício levanta suspeita de fraude após renúncia de Castro

Mais cedo, o PSD enviou um ofício ao governador interino pedindo que o TSE seja consultado antes da convocação da eleição indireta. No documento, o partido levanta suspeitas sobre a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, classificando o movimento como uma possível tentativa de evitar a realização de eleições diretas.

A legenda argumenta que, caso a cassação tivesse ocorrido enquanto o governador ainda estava no cargo, o modelo eleitoral previsto seria o direto, com participação popular.

Com a renúncia antes da conclusão do julgamento, passou a prevalecer o entendimento de eleição indireta, restrita aos deputados estaduais.

Incerteza jurídica marca cenário político no Rio

O partido também apontou que declarações durante o julgamento poderiam abrir margem para diferentes interpretações sobre o tipo de eleição a ser adotado, o que justificaria uma consulta formal ao TSE.

Apesar disso, a certidão do julgamento indicou que a análise sobre a cassação do diploma ficou prejudicada após a renúncia, consolidando o cenário atual.

Para o PSD, a indefinição inicial gerou insegurança jurídica sobre o processo sucessório no estado, embora agora a legenda sinalize alinhamento com a decisão final da Justiça Eleitoral.

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