Projeto sobre ‘Dia de Zé Pelintra’ em Barra do Piraí vira munição do PL contra Eduardo Paes

Deputado Douglas Gomes (PL) questiona envolvimento do oordenador de Diversidade Religiosa da Prefeitura do Rio no caso

A Câmara Municipal de Barra do Piraí rejeitou, na terça-feira (24), o projeto de lei do vereador Pedrinho ADL (Solidariedade), que propunha a criação do “Dia de Zé Pelintra” no calendário oficial do município.

A proposta foi derrubada por 6 votos a 4. Votaram contra o projeto os vereadores Elves (Cidadania), Zé Mauro Motorista (Solidariedade), João Paulo (PL), Lu Marciel (MDB), Wanderson (PRD) e Jeordane Perino (PP). A favor da proposta, além do próprio autor, votaram  Luiz Felipe Ludi (PL), Thiago Soares (PRD) e Macrei (Agir).

A apresentação do projeto gerou polêmica na cidade, especialmente no meio evangélico. O pastor Mateus Oliveira, líder da Comunidade Atos, fez um pronunciamento contra a proposta e conclamou os fiéis a irem à Câmara pressionar os verereadores a votarem contra. Nas redes sociais ele foi acusado de intolerância religiosa. Em resposta, o vereador Pedrinho ADL reagiu e anunciou que solicitaria a cassação da licença de funcionamento da igreja liderada por Oliveira.

O embate ultrapassou os limites do município e chegou à Assembleia Legislativa (Alerj). O deputado estadual Douglas Gomes (PL), vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humano, disse que vai acionar judicialmente o coordenador de Diversidade Religiosa da Prefeitura do Rio, Elinal Peixoto, por suposta tentativa de influenciar a votação do projeto em Barra do Piraí.

Segundo o deputado, Elinal Peixoto teria utilizado a estrutura da Prefeitura do Rio para registrar uma queixa-crime contra o pastor Mateus Oliveira, na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), alegando intolerância religiosa e homofobia. A denúncia teria sido motivada por vídeos e informações encaminhadas pelo gabinete do deputado estadual Átila Nunes (PSD) e por uma militante local.

Douglas Gomes acusa Peixoto de abuso de autoridade, denunciação caluniosa, improbidade administrativa e intolerância religiosa. “A conduta do pastor está amparada pelo direito constitucional à liberdade religiosa e de expressão”, afirmou o deputado. Além da ação judicial, Gomes enviou um ofício ao prefeito Eduardo Paes (PSD) solicitando esclarecimentos sobre a atuação do coordenador.

Entre os questionamentos, estão se houve autorização prévia para a atuação institucional de Peixoto, se a Prefeitura tinha conhecimento da denúncia e se recursos públicos foram utilizados para viabilizar a ação.

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