A Câmara do Rio começou a analisar um projeto que propõe transformar Rio das Pedras em bairro oficial da cidade. O texto, apresentado pelo vereador Marcelo Diniz (PSD) nesta semana, prevê a criação da nova divisão administrativa a partir do desmembramento de áreas atualmente vinculadas aos bairros de Jacarepaguá e Itanhangá, na Zona Oeste.
A proposta foi protocolada na Casa por meio do Projeto de Lei Complementar 120/2026 e ainda precisará passar pelas comissões temáticas antes de seguir para votação em plenário.
Segundo o autor, Rio das Pedras já possui características urbanas, econômicas e populacionais próprias, o que justificaria o reconhecimento formal como bairro independente no mapa oficial do município.
Na justificativa do projeto, Marcelo Diniz afirma que a localidade reúne cerca de 140 mil habitantes e apresenta dinâmica distinta das regiões às quais pertence atualmente.
“A área que propomos para ser o novo bairro de Rio das Pedras já possui cerca de 140 mil habitantes e características socioeconômicas e urbanas bastante divergentes dos atuais bairros do Anil e de Itanhangá, motivo que se faz necessária sua criação para melhor planejamento das políticas e dos serviços públicos”, diz trecho do texto.
Pela proposta, os limites territoriais do novo bairro serão definidos em anexo da futura lei. O projeto também autoriza que a prefeitura complemente a delimitação durante a regulamentação, desde que respeite os parâmetros aprovados pela Câmara.
Caso o texto avance e passe pelo crivo pelo do Eduardo Cavaliere (PSD), Rio das Pedras passará a ter status administrativo próprio dentro da divisão territorial oficial da cidade.
Câmara vem discutindo criação de novos bairros no Rio
A proposta surge em meio a um movimento recente de criação de novos bairros no município. Em 2025, a prefeitura sancionou a lei que oficializou o bairro Argentino, desmembrado de Brás de Pina, na Zona Norte.
Outras propostas semelhantes também vêm sendo discutidas no Legislativo carioca, incluindo projetos envolvendo regiões como Magarça, na Zona Oeste, e a área do Merck, atualmente integrada à Taquara.
Os defensores dessas mudanças argumentam que a redefinição territorial pode facilitar o planejamento urbano e a distribuição de serviços públicos nas regiões contempladas.






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