Janaína Lisboa
A federação entre o Solidariedade e o PRD, que será formalizada até a próxima semana, deve fortalecer o mandato e os planos do governador Cláudio Castro de se lançar ao Senado no ano que vem. Somados, os dois partidos crescem na política fluminense: passam a representar seis deputados da Alerj e outros três na Câmara. É possível que o número de cadeiras na Alerj ainda suba para sete, na próxima janela eleitoral.
Comandada no Rio pelo líder do Solidariedade na Câmara, o deputado Áureo Ribeiro, a federação deve seguir a tônica de apoio ao governo e tem em Castro o seu principal nome ao Senado no ano que vem, dando corpo à empreitada e compondo um palanque que deve ter apoio nas principais cidades do Rio de Janeiro.
Em âmbito nacional, a federação não acontece por acaso: os partidos tem buscado superar a cláusula de barreira. Tal medida prevê regras para acesso aos recursos do fundo partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão, como a eleição de pelo menos 13 deputados federais ou a obtenção de, no mínimo, 2,5% dos votos válidos nas eleições para a Câmara dos Deputados.
Instituídas pela Reforma Eleitoral de 2021, as federações partidárias têm como finalidade assegurar que os partidos políticos atuem de maneira unificada em âmbito nacional. Conforme esclarece o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), essas federações operam, na prática, como uma única agremiação partidária, com liberdade para apoiar qualquer candidatura, desde que mantenham sua conformação ao longo de todo o mandato eletivo. O vínculo federativo, portanto, deve perdurar por, no mínimo, quatro anos.





