O programa Prato Feito Carioca, criado pela prefeitura do Rio em 2022, completa três anos de funcionamento em 2025. Até agora, já foram distribuídos 2,4 mil toneladas de alimentos e 4.288.447 frutas para as famílias em situação de insegurança alimentar na cidade. Só no ano passado, foram 1.375 toneladas de alimentos e 2.454.460 frutas — quase quatro vezes mais do que o servido no ano de sua implantação, na Mangueira.
Atualmente, 52 cozinhas comunitárias — que fazem parte do programa e foram instaladas pela prefeitura em regime de cogestão com entidades parceiras — estão em funcionamento em diferentes comunidades e bairros da cidade. Elas oferecem refeições de 560 gramas, com 200g de arroz, 100g de feijão, 130g de proteína (carnes variadas), 130g de legumes e uma fruta. Novas unidades serão abertas ainda neste primeiro semestre.
— Estamos fazendo um mapeamento para identificar as áreas mais necessitadas para instalarmos novas unidades do programa. Nós levaremos também serviços e cursos de qualificação para os beneficiários das cozinhas, para que eles possam se inserir ou voltar ao mercado de trabalho. E, claro, tenham condições de garantir o sustento de suas famílias — diz o secretário municipal de Trabalho e Renda, Manoel Vieira.
A cozinheira Eliane Teixeira Gomes, de 42 anos, é uma das beneficiadas do programa. Ela madruga para preparar, ao lado de outras cozinheiras, as 280 refeições diárias servidas gratuitamente para pessoas em situação de insegurança alimentar. Moradora da Providência, casada e mãe de dois filhos, ela encontrou no Prato Feito Carioca uma forma de ter trabalho e renda.
— O programa trouxe muitos benefícios para a comunidade e está ajudando as pessoas que mais necessitam. E eu consegui um trabalho pertinho de casa e faço o que gosto, com amor — conta ela.

O trabalho de Eliane atinge diretamente pessoas como Maria José Meirelles Figueiredo, de 71 anos, que frequenta a Cozinha Comunitária Reinventar Tia Eunice, na Providência. Lá, desde novembro do ano passado, de segunda a sexta-feira, ela pega refeições para ela, o marido, dois filhos e um sobrinho.
— Não só eu, mas tem muita gente que necessita da comida, porque só tem em casa a que que pega na cozinha. Meu filho, que tem gordura no fígado, até melhorou de saúde depois que passei a pegar as refeições na Cozinha Comunitária — diz a aposentada, que chega às 9h na Rua Barão da Gamboa para garantir o almoço da família.





