Os professores da rede municipal do Rio de Janeiro decidiram manter a greve iniciada em 25 de novembro, após uma assembleia realizada na quadra da escola de samba São Clemente nestas quarta-feira (4). O protesto é contra o Projeto de Lei Complementar (PLC) 186/2024, que foi aprovado em primeira votação na Câmara Municipal e altera o estatuto dos servidores públicos, impactando diretamente os educadores.
O projeto caminha agora para a segunda discussão, a ser realizada na quinta-feira (5), quando os vereadores levarão emendas para serem discutidas em plenário
As principais mudanças incluem o cálculo da carga horária em minutos, o aumento do estágio probatório de dois para três anos, e o fim da licença prêmio e das férias de 30 dias, que poderiam ser divididas em três períodos.
A coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe-RJ), Samantha Guedes, classificou o projeto como um “duro ataque” à categoria, que já enfrenta precarização e adoecimento. A Secretaria Municipal de Educação, por sua vez, alegou estar em diálogo constante com os educadores, mas a greve foi declarada ilegal pelo Tribunal de Justiça do Estado.
Protesto de professores terminou em confronto com PM
Durante um ato para impedir a aprovação do projeto, os educadores enfrentaram repressão da Polícia Militar, que usou força para dispersar a manifestação.
Guedes criticou a proposta e destacou que, ao fragmentar as férias, a saúde mental dos profissionais seria prejudicada, além de comprometer o planejamento das aulas. Ela também alertou que as promessas de aumento de vagas nas escolas não se concretizarão e que o foco está mais em atender a interesses econômicos do que em valorizar a educação e os educadores.
Com informações da Agência Brasil
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