Procuradores enviam documento a Aras em que cobram providências após atos terroristas em Brasília

Um grupo de 140 integrantes do Ministério Público Federal  enviou um documento ao procurador-geral da República, Augusto Aras, em que cobra providências após os atos terroristas promovidos por uma minoria bolsonarista radical em Brasília. As informações são do G1. No último domingo (8), apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso…

Um grupo de 140 integrantes do Ministério Público Federal  enviou um documento ao procurador-geral da República, Augusto Aras, em que cobra providências após os atos terroristas promovidos por uma minoria bolsonarista radical em Brasília.

As informações são do G1.

No último domingo (8), apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF). Vidraças, móveis, obras de arte e outros objetos foram destruídos pelos vândalos.

Na representação endereçada a Aras, os procuradores solicitam a adoção de providências para a “pronta apuração de crimes contra as instituições democráticas”, e a determinação de medidas “necessárias e suficientes” para o reestabelecimento da ordem pública.

Os procuradores afirmam que uma “horda de terroristas” marchou sobre a Esplanada dos Ministérios, invadiu as sedes dos Poderes e depredou “barbaramente o patrimônio público e histórico” do Brasil.

Eles acrescentam que o objetivo dos bolsonaristas radicais era gerar um “colapso” na democracia com uma tentativa de “golpe de estado”. E que as forças de segurança não reprimiram os criminosos.

No documento, os procuradores criticam a atuação da Polícia Militar do Distrito Federal, o governador afastado, Ibaneis Rocha (MDB), e o ex-secretário de Segurança Pública, Anderson Torres.

“As imagens de vídeos divulgados pela imprensa revelam que a marcha criminosa da insanidade desceu o Eixo Monumental em direção à sede dos três Poderes escoltada condescendentemente pela Polícia Militar do Distrito Federal, cujo efetivo, presente no local, demonstrou não estar preparado para conter as ações criminosas da multidão golpista e antidemocrática”, diz trecho do documento.

“Além da aparente falta de disposição de alguns policiais para agir com a energia necessária e evitar a invasão e destruição das sedes dos três Poderes republicanos, os fatos precedentes indicam possível omissão ou conivência de autoridades públicas responsáveis pela manutenção da ordem no Distrito Federal, dentre elas, seguramente, o governador local e o seu secretário de segurança pública”, completa a representação dos procuradores.

Os procuradores dizem ainda que é necessário investigar a possibilidade de as tropas policiais terem sido “orientadas a não coibir adequadamente o movimento golpista”. E lembram que o grupo de bolsonaristas radicais ocupa há meses espaços públicos em Brasília.

Também na representação os procuradores pedem a Aras a revogação da medida que proíbe a atuação de forças-tarefa sem que o próprio procurador-geral da República indique os integrantes.

Com o pedido, os procuradores querem que as forças-tarefa voltem a funcionar como antes, ou seja, que cada Procuradoria dos estados forme esses grupos com autonomia para atuar e responsabilizar criminosos.

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